quarta-feira, março 09, 2005

A Especialização Económica de Tomar

A especialização económica dos diversos espaços geográficos tem sido uma constante na História Universal, com especial incidência desde o alargamento da globalização. Por esse facto é normal que eu ou qualquer cidadão tomarense, me questione sobre a especialização seguida pelo concelho no presente e para que devemos caminhar no futuro.
A Economia desde os seus tempos primitivos se preocupou com essa questão, como facilmente se comprova analisando os escritos do economista clássico de origem portuguesa, mas de nacionalidade inglesa David Ricardo(1772-1823). Esse economista introduziu o conceito de vantagem comparativa, para tentar compreender qual deveria ser a especialização de cada área, tendo em atenção a comparação das suas capacidades.
Saindo da linguagem muitas vezes árida da Economia e para compreendermos em que é que Tomar se devia de especializar, temos de ter sempre em atenção a nossa rica História colectiva, algo que imagino complicado, para o engenheiro que nos desgoverna, já que lhe falta conseguir sentir a História de Tomar e por isso respeitá-la. Essa História mostra a potência industrial que fomos, mas deve igualmente fazer compreender aos tomarenses que esse tipo de especialização pela mão-de-obra barata é hoje impossível, devido ao alargamento do comércio internacional e à perca de essa competitividade a nível nacional, sinal do nosso desenvolvimento.
E em que devemos afinal apostar? Já assim diz o prevenido provérbio popular, “Não devemos colocar todos os ovos no mesmo cesto” e quando o cesto se chama turismo, maiores ainda devem ser os cuidados devido aos imponderáveis que este sector sofre. E mesmo esse turismo (que é fundamental para o concelho), não pode apenas ser restrito ao Convento de Cristo que mesmo ele tem sido muito mal capitalizado pela nossa autarquia. Pelo contrário a forma de procurar o desenvolvimento pela parte do nosso presidente de câmara tem sido a mais errada, ou seja destruir o que nos marcava enquanto concelho. Mas tenho a certeza que os tomarenses compreendem que não é a destruir o nosso tipo arquitectónico e a fazer lombas, pontuáveis para o prémio de montanha no ciclismo que Tomar vai encontrar o caminho certo para o desenvolvimento. E o que dizer dos turistas que nos visitam, depois de passarem horas no trânsito, não terem conseguido estacionar e terem destruído o carro numa lomba, sentem um transtorno que muitas lhes faz apetecer não voltar, por alguma coisa as estatísticas do turismo tem vindo em queda acentuada no concelho, sendo a culpa claramente imputada à autarquia.
Mas para quem quer encontrar outras formas de desenvolvimento para o concelho que na minha opinião tem de explorar o turismo, mas não viver apenas dele, temos de olhar Tomar como um conjunto de 16 freguesias, com problemas distintos e alguns deles muito diferentes. E aí está uma das muitas lacunas do nosso executivo camarário, que não olha os problemas das freguesias rurais, as suas necessidade de possuir boas vias de comunicação e de no fim de contas terem oportunidades de se especializarem economicamente, gerando emprego. Ao contrário disso, a câmara vê a cidade como a única coisa importante, sendo a área rural largada ao total abandono. Sendo que esse abandono só deixa de existir na altura de eleições autárquicas, quando o Eng. António Paiva quer ser reeleito e levar um dos seus angariadores de votos locais à presidência da junta, levando as freguesias que são geridas pelo PSD à falta de competência e de visão estratégica que se conhece.
Tomar se quer crescer, combater o desemprego e ter futuro tem de agarrar finalmente as boas oportunidades e não continuar a desperdiçar as suas capacidades, como tem sido feito. E para se acreditar que isso é possível, basta olhar o que tem acontecido a alguns dos nossos concelhos vizinhos. Romper com o imobilismo, criado pelo “Paivismo” é a única solução para o real desenvolvimento do concelho e não temos de ter medo de apostar nas novas tecnologias, na industria do conhecimento (afinal de contas, temos de aproveitar o Politécnico), no empreededorismo e de acreditar na minha geração, os jovens.
Eu enquanto alguém que ama Tomar, acredito que a mudança está próxima e utilizando uma palavra de uma dirigente do BE na noite que Portugal voltou a acreditar devido à vitória socialista, isto em Tomar vai ser uma “virança”, já que vejo no Partido Socialista de Tomar vontade, determinação e coragem para romper com o imobilismo e trazer para a nossa cidade uma visão que me habituei a ouvir nos bancos de faculdade, como o caminho certo que decisores políticos deviam tomar, a luta pelo desenvolvimento sustentável. Luta essa que é longa, mas possível, propiciando uma autarquia que servisse realmente as pessoas, permitindo uma adequada especialização económica do concelho e um combate ao desemprego.
E acreditem, Tomar em breve vai voltar a acreditar, podendo de uma vez por todas ter um sólido desenvolvimento económico e social, propiciado pela escolha de uma adequada especialização económica. E quanto a quem nos desgoverna e pensa que vive no “Pavaquistão”, lembro que o nosso presidente da Assembleia Municipal (Miguel Relvas) é um dos principais culpados do desgoverno de Durão e Santana, ou não fosse ele o homem que controlava o aparelho do PSD nacional e o Eng. António Paiva não tem um estilo assim tão diferente do incoerente Santana.

Hugo Costa
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 4.Março.2005

quarta-feira, março 02, 2005

Convite

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

VITÓRIA!

Com 46,14% dos votos, a Distrital de Santarém do PS conseguiu alcançar o objectivo traçado para estas Eleições Legislativas com a eleição dos seguintes Deputados:
Jorge Lacão
Vitalino Canas
Idália Moniz
Paulo Fonseca
Nelson Baltazar
Fernanda Asseiceira

Os resultados obtidos ao nível distrital são considerados históricos, onde o PS ganhou em 19 dos 21 Concelhos do Distrito, não vencendo apenas em Ourém e Ferreira do Zêzere.

Em Tomar o PS também ganhou em força, ficando de fora da onda rosa apenas 3 das 16 freguesias: Junceira, Olalhas e Serra.



fotos do comício em Santarém onde estiveram cerca de 2000 pessoas

Voto Jovem

Os jovens são como sempre o futuro da sociedade e representam o que ela tem de melhor através da sua energia e esperança. Contudo mesmo que muitos políticos da nossa praça tentem através de declarações sem aplicação prática mostrar o contrário, a verdade é que a força que os jovens trazem tem sido encarcerada nos últimos três anos de governação da coligação de direita.
O conceito de jovem tem sofrido ao longo da História múltiplas revisões por vários motivos que se prendem com razões económicas, culturais ou apenas pelo aumento da esperança de vida (veja-se que ela nalguns países ainda hoje se situa em valores na casa dos quarenta anos). As camadas mais jovens da nossa pirâmide demográfica tem sido atingidas por um desemprego galopante, por uma péssima política de educação e por políticas de juventude quase baseadas no “pão e circo” dos romanos da antiguidade clássica.
Muitos dos leitores, já pararam de ler nesta parte do artigo, abanando a cabeça e declarando em alto e bom som “Lá estão os putos preguiçosos a se queixar...”, mas para quem tiver infelizmente este pensamento, gostaria que pensassem em qual seria a sensação de serem “atirados às feras” sem as mesmas oportunidades que as gerações anteriores tiveram, nas mesmas circunstâncias.
No próximo dia 20, vamos ter umas eleições legislativas decisivas para o futuro do país, e aí não podemos deixar de pensar o que leva os jovens nascidos no pós 25 de Abril, filhos da democracia e da liberdade a ficarem em casa e terem taxas de abstenção na casa dos 50%. Se esses jovens não vão votar, não é apenas o resultado do seu desleixo, mas sim do espírito que todos ouvimos na boca de muita gente, tirando crédito à política, aos actores políticos e mais grave à própria democracia e seus valores. Como é possível que os jovens votem mais se cresceram a ouvir, “São todos iguais”? Se calhar muito boa gente quando crítica um jovem devia pensar em filmes como o lendário “Fúria de Viver”, onde se pode observar uma geração dos anos 50 sem rumo. Não são esses os nossos avós? Se calhar então está na altura de compreenderem que sempre foi fácil criticar os mais jovens, como demonstra claramente a História...e agora é a altura de mudar e começar a acreditar e apostar na força da juventude.
Que exige a minha geração nestas eleições? De certeza competência, seriedade, frontalidade e que questões mesquinhas de pessoas sem escrúpulos não sejam relevantes, mas sim políticas concretas de emprego, de empreededorismo jovem e de educação de qualidade para todos, sejam as prioridades. E nestes assuntos uma visão estritamente contabilística dos assuntos, como foi tónica do governo PSD-PP, não é claramente a melhor solução, mas sim não ter medo de investir nos jovens e no futuro do país.
De todas as possibilidades que os jovens do nosso concelho tem no dia 20 a melhor é não ficarem em casa, mas sim passearem, irem ao cinema, conviverem com os amigos, namorarem e ganharem muito ao perderem poucos minutos a ir colocar uma cruz no Partido Socialista. Partido esse que através do seu programa reafirma a importância do emprego, da não subida das propinas, da tecnologia, do combate ao abandono escolar, do ambiente e de tantos outras questões fundamentais para os jovens.
É verdade que os jovens tem outras opções e alguns jovens podem achar “porreiro” votar no Bloco de Esquerda, já que o Louça lhes parece um tipo “fixe” e conhecedor dos problemas dos mais novos. Eu enquanto antigo aluno do economista Francisco Louça, considero que ele é realmente bom na sua área cientifica (e minha), mas contra o que muitos pensam, em Tomar não estão a votar nele, mas sim na lista de Santarém do BE. E devido ao nosso sistema eleitoral proporcional, Santarém tem direito a 10 deputados eleitos por um método conhecido por Hondt, pelo qual como é fácil de compreender os votos no Bloco muito dificilmente chegaram para eleger um deputado. E assim em vez de permitirem que os assuntos que fazem bandeira do BE, como a defesa das liberdades individuais sejam defendidos por um partido progressista no governo, ao votarem em partidos que não elegem ninguém estão a dar vantagem à direita, que sempre reprimiu as mudanças necessárias na sociedade.
Outros porém gostaram do estilo “boémio” de Santana Lopes e a esses relembro o mal que ele fez aos jovens em apenas quatro meses. Que mal não faria em quatro anos? Já pensaram que a qualidade de um político se mede pelo que executa e não pela quantidade de revistas cor-de-rosa que vende? E não se esqueçam de quem fez uma política de desemprego (em vez de emprego), aumentou radicalmente as propinas e tem tido uma atitude vergonhosa na campanha, criticando tudo e todos e não conseguindo sequer ouvir as aspirações da sua juventude partidária em relação a questões de urgente mudança na sociedade, preferido utilizar essa mesma JSD para encobrir alguns dos mais “negros” actos de campanha.
Muitos acusam o PS de voltar com a “tralha guterrista”, acusação essa sem fundamento já que o governo Socialista teve a qualidade que todos os Portugueses reconhecem cada dia mais e além disso a aposta em novas caras é uma realidade, como é caso do reconhecido economista Manuel Pinho, cabeça de lista em Aveiro (lista essa que igualmente integra, num dos primeiros lugares o líder da JS, Pedro Nuno).
E para além do Pedro, muitos são os jovens que integram as listas em todo o país, dando energia e força ao projecto de mudar Portugal protagonizado pelo Partido Socialista, não entrando os jovens socialistas na campanha “baixa”, que a JSD tem demonstrado. No nosso distrito são quatro os jovens que integram a lista, lista essa que deve dar orgulho a todos os jovens tomarenses pela presença do Hugo Cristóvão na lista, factor que muito prestigia a JS de Tomar.
Eu acredito nos jovens, assim como em todos os tomarenses e na sua determinação de mudar o país, mudança essa que só é conseguida pelo voto no PS, fazendo com que jovens e menos jovens possam mudar o nosso país.

Hugo Costa

domingo, fevereiro 06, 2005

Festa da JS

BAR Lá Calha

11 de Fevereiro

Oferta da 2ª bebida com a apresentação à entrada do cartão carimbado pela JS
(se não encontrares nenhum por aí, contacta-nos!)
Vem ter connosco e coloca-nos as tuas dúvidas, ou as tuas propostas, para o novo Governo do nosso país.

O futuro é agora!

terça-feira, fevereiro 01, 2005


Caros camaradas e amigos

Somos chegados a mais um momento decisivo da história do nosso país. Certamente um dos mais importantes desde a revolução de Abril que trouxe aos Portugueses a Liberdade, tal a grave situação em que nos encontramos. A verdade é que Portugal está mergulhado numa profunda crise económica e social para a qual nos levaram as erradas e inconsequentes políticas de Durão Barroso, Santana Lopes e Paulo Portas.

A situação é difícil, mas as alternativas são claras: deixar a governação à direita de Santana e às suas alianças com Portas, ou dar uma clara vitória à esquerda que só pode ter um líder, chama-se José Sócrates.

E já bem conhecemos ambos. Por onde passou, Santana deixou a marca da sua incompetência, com obras inacabadas, dívidas exponenciadas e o descontentamento daqueles que nele acreditaram. Já Sócrates tem mostrado a sua determinação, a sua coragem em defender opiniões nem sempre consensuais, mas que necessitam de ser tomadas, falando Verdade, olhos nos olhos dos portugueses.

E depois, há toda uma equipa de velhos e novos protagonistas, pessoas mais conhecidas outras menos, dos portugueses, gente com vontade de fazer crescer este País, gente capaz de fazer mais, de fazer melhor, com Honestidade e Verticalidade por aquilo pelo qual os políticos se devem mover, os interesses de Portugal e dos portugueses.

Nos desafios duma Europa a 25, o PS que nos levou a ela, que nos levou à moeda única, que nos levou mais próximo dos países europeus, saberá também agora, e depois do que muito foi destruído nestes três anos, voltar a dar um rumo ao nosso país, voltar a ter um sonho, de um País mais desenvolvido, moderno e equilibrado!

Também em Tomar aspiramos à mudança, e é preciso ver com clareza e verdade qual o Governo que de facto mais contribuiu para o desenvolvimento da nossa terra: quem mais nos deu em acessibilidades, quem mais nos deu na saúde, na educação, no apoio social?

Com estes três anos de governo da coligação de direita, e num dos Concelhos onde a votação no PSD foi mais expressiva, chegámos a ter três Secretários de Estado e o actual Secretário-geral do PSD.

E o que ganhou Tomar com isso, para além de algumas concretizações erradas que esta Câmara também de direita tem executado? Está Tomar mais desenvolvido? Há mais emprego? Melhor qualidade de vida? Somos mais visitados por Turistas? Vieram mais empresas para o nosso concelho? Temos melhores transportes, melhores acessos, melhores serviços?

Todos sabemos a resposta a estas perguntas, e sabemos também que o prazo para que o PSD, na Câmara ou no Governo, as pudesse dar já expirou.

Chegou por isso o momento de VOLTAR A ACREDITAR, em cada um de nós, no todo de nós enquanto povo, acreditar num país chamado Portugal.

Temos pois por isso, que nos empenharmos todos nas vitórias do PS, que começam em Fevereiro e continuarão certamente em Outubro.

Conte comigo, como eu conto consigo!

Tomar, 24 Janeiro de 2005

Hugo Cristóvão
Candidato a Deputado pelo Partido Socialista
(carta enviada aos militantes do PS Tomar)

Desemprego Laranja

publicado no jornal Templário de 20.01.05

Não é preciso ser um profundo conhecedor da realidade social, para sentir e saber que em todo o país e na nossa cidade um dos principais problemas é a falta de oportunidades de emprego. Sente-se esse medo quando estamos no café, no jardim, na rua ou em qualquer outra conversa, seja ele entre jovens ou menos jovens.
Como finalista universitário, sinto esse problema na pele, com receio de aumentar o número dos “doutores e engenheiros” recentemente formados e esquecidos pela nossa sociedade, que não lhes dá as mesmas oportunidades que eram dadas aos licenciados no passado. Esses jovens depois de anos consecutivos de trabalho, dedicação pessoal e da sua família, são muitas vezes obrigados, para não estarem eternamente sentados no “banco do desemprego” a aceitar trabalhos muito longe da sua formação, abdicando assim de sonhos que os fizeram lutar durante anos. Mas, contrariando muitos mitos sem fundamento que muita gente tenta espalhar na sociedade, a procura do primeiro emprego, para os jovens com menos formação é um martírio de difícil saída, já que a formação profissional é completamente inexistente e esses jovens são largados para o esquecimento. Os problemas para encontrar o seu primeiro emprego são largamente aumentados no concelho de Tomar, onde o apoio à fixação de empresas e ao empreededorismo têm sido quase nulos por parte da autarquia, fazendo com que os jovens deixem o concelho.
Como é do conhecimento geral, nem só de jovens se enchem as nossas estatísticas de desemprego, para não falar que mesmo essas estatísticas não correspondem a uma total verdade, devido às diversas formas de contornar e modificar os índices de desemprego, que os economistas tem trazido para a política. Todos sabemos que o desemprego é implacável em qualquer idade, sendo particularmente preocupante a situação dos trabalhadores que são privados dos seus empregos de décadas, já sem idade para voltar a ser integrados no mercado de trabalho e muito jovens para a reforma. Esta situação acarreta consequências gravíssimas a nível social, muitas vezes perpetuando o “ciclo vicioso da pobreza” através das poucas oportunidades que são dadas aos seus filhos. Todos os Tomarenses conhecem esta situação, em especial devido à falência da antiga indústria existente no concelho, em que muitas famílias foram atiradas para situações sociais muito complicadas, que passado alguns anos ainda estão por resolver.
Ao longo da História o desemprego tem tido uma multiplicidade de visões, dependendo muito de por quem é analisado. Muitos economistas têm uma visão “cínica” do desemprego, fazendo dele uma mera consequência do combate à inflação ou como um simples dano colateral, de uma qualquer política de ajustamento estrutural. Eu pessoalmente prefiro uma visão social do problema, compreendendo que os desempregados e suas famílias estão em situações sociais muito complicadas. Que esperam os jovens à procura do primeiro emprego? Que esperam os milhares de desempregados de longa duração? De certeza que não querem ser vistos apenas como mais um número, mas sim como um problema duro e de urgente resolução.
Várias são as políticas de emprego necessárias, que não têm sido praticadas, tanto a nível nacional como local. E ao nível destas políticas, existe uma clara distinção entre uma política de esquerda com visão social dos problemas e uma política de direita, apenas preocupada com a frieza dos números. Acho que todos já se aperceberam dessa distinção e da falsidade que é a afirmação que não existem actualmente diferenças entre esquerda e direita, afirmação essa contestada por cientista políticos tão conhecidos, como o recentemente falecido Noberto Bobbio. Mas essa esquerda tem de ser uma esquerda que possa governar e assim exercer as suas políticas e não apenas uma esquerda contestatária e de revolta.
Existe a nível nacional, uma clara necessidade de políticas que aumentem o número de investimentos no país, apoiem o empreededorismo e a não deslocalização das empresas existentes, sendo que aí o choque tecnológico proposto pelo Partido Socialista, faz todo o sentido e é uma das soluções do problema. Mas ao mesmo tempo, tem de se garantir uma política social activa, onde se combata as assimetrias sociais através de uma melhor formação profissional, da luta contra o abandono escolar, a garantia de boas condições de trabalho, o aumento dos salários reais e uma preocupação clara de estado de providência para com os trabalhadores desempregados e suas famílias, não permitindo desigualdade de oportunidades.
O que tem sido feito para alterar a situação? Nos últimos anos Portugal foi perdendo os excelentes indicadores deixados pelo governo socialista a nível de emprego, sendo que o aumento de 200 mil desempregados, representa mais 200 mil histórias diferentes de sofrimento e perca de condições de vida deixadas pelo governo PSD-PP, nas últimos anos. A falta de uma boa política nacional de emprego, foi ainda agravada pela inércia que a este nível (e a muitos outros), marcou a política autárquica em Tomar. Agora fala-se do biodiesel... pena é que só se fale nisso em altura de eleições.
A situação é muito complicada e todos os tomarenses conhecem situações de desemprego que afectem familiares e amigos, e no próximo dia 20 de Fevereiro terão oportunidade de voltar a acreditar e começar a mudar o rumo das coisas.

Hugo Costa

domingo, janeiro 23, 2005



'Legislativas 2005'

A JS Ribatejo / FDS, tem o prazer de te convidar a estar presente em mais um JANTAR de (o) POSIÇÃO, que terá como tema as 'Legislativas 2005',
O jantar realiza-se no próximo dia 4 de Fevereiro de 2005 pelas 20h no Restaurante 'Poiso do Besouro' na Vila da Chamusca. Estarão presentes no jantar os candidatos a deputados do Partido Socialista pelo círculo eleitoral de Santarém.

Certos da vossa presença, neste momento de lançamento da campanha eleitoral, rumo à vitória a 20 de Fevereiro, aproveitamos para estender o convite para uma 'FESTA JOVEM' a realizar, no mesmo dia, no 'ARNEIROS BAR', com início marcado para as 24h.

Com os melhores cumprimentos e cordiais saudações socialistas.

Nuno Mário Antão
Presidente da JS Ribatejo / FDS

Inscrições para:
fdsantarem@juventudesocialista.org
Sede da Federação - 243 322 143
Carlos Silva - 91 935 95 45
Nuno Mário Antão - 91 914 76 69
ou para os contactos habituais da JS Tomar, ali ao lado

VAMOS VOLTAR A ACREDITAR EM PORTUGAL

Inauguração da Sede de Campanha Distrital

Segunda, 24 de Janeiro pelas 17.00h, em Santarém perto do W Shoping.

Mega Jantar Comício

Segunda, 24 de Janeiro em Sintra, com a presença de José Sócrates.

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Apresentação de Programa de Governo

FÓRUM NOVAS FRONTEIRAS
22-01-2005 15:00
Convenção Nacional para apresentação do Programa de Governo
Centro de Congressos do Estoril


estas e outras informações sempre na página do PS


A Plataforma Novas Fronteiras do Distrito de Santarém, vai reunir em Tomar, no Auditório da Canto Firme, dia 29, sábado, a partir das 14 horas para debater a Plataforma Eleitoral do PS para o Distrito de Santarém.
Seguir-se-á um jantar-debate com os autarcas de Freguesia, na Quinta da Anunciada Nova também em Tomar.

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Lista de candidatos a deputado pelo círculo de Santarém

Jorge Lacão, 51 anos, Jurista, Abrantes

Vitalino Canas, 50 anos, Jurista, Lisboa

Idália Moniz, 42 anos, Empresária, Santarém

Paulo Fonseca, 41 anos, Empresário, Ourém

Nelson Baltazar, 53 anos, Engenheiro, Abrantes

Fernanda Asseiceira, 42 anos, Professora, Alcanena

António Gameiro, 34 anos, Jurista e Empresário, Ourém

Nuno Antão, 28 anos, Empresário, Salvaterra de Magos

Sónia Sanfona, 34 anos, Advogada, Alpiarça

Manuela Pinheiro, 50 anos, Professora, Torres Novas

Fernando Pratas, 43 anos, Advogado, Chamusca

Cláudia Costa, 25 anos, Estudante, Sardoal

Hugo Cristóvão, 27 anos, Professor, Tomar

Anabela Azenha, 36 anos, Advogada, Rio Maior

Rui Silva, 30 anos, Atleta Olímpico, Cartaxo

terça-feira, dezembro 28, 2004

Reunião de Secretariado

Amanhã pelas 16.00 horas na sede do PS.
Como habitual, aberta a todos os militantes e simpatizantes.

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Boas Festas

Votos de um Feliz Natal junto dos que se gostam, e um 2005 cheio de oportunidades e realizações é o que desejamos para todos.

Não esqueçam no entanto que sentimentos e valores como Solidariedade, Amizade, Paz e Amor, como outros, devem sempre estar connosco, e não apenas quando as ruas estão cheias de luzinhas, as montras de papelinhos, e em todo lado vemos aquele senhor de vermelho e barba branca que a Coca-Cola inventou.

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Colocar Portugal nas fronteiras da tecnologia


As questões do futuro como sejam o plano tecnológico ou o tratamento a dar aos resíduos industriais perigosos estiveram no centro do debate de José Sócrates com os jovens socialistas. A actualidade do chumbo do Eurostat à proposta “absurda” de “lease-back” pretendida pelo Governo foi outro dos pontos em análise, com o secretário-geral do PS a salientar o completo “falhanço” da consolidação orçamental que foi a obsessão do Governo durante os últimos três anos.
Num debate virado para o futuro, o plano tecnológico ocupou lugar de destaque, tendo José Sócrates reafirmado que “o terreno onde Portugal deve lutar e concentrar esforços deve ser a área da tecnologia, educação e inovação”.
No quadro de uma aposta num modelo económico assente em sectores que incorporem mais tecnologia, o líder do PS comprometeu-se a tirar Portugal do lote dos países “longe da fronteira da tecnologia”, por isso “condenados a imitar os outros”.
No domínio da qualificação, Sócrates referiu que “um país que quer ser competitivo tem que falar melhor inglês”, pelo que o ensino desta língua tem de passar a ser ministrado, desde logo, nas escolas primárias.
Por outro lado, o secretário-geral do PS acusou o Governo PSD/PP de sofrer do "síndroma banana" quanto ao tratamento de resíduos industriais perigosos, que se traduz em “não construir absolutamente nada em lado nenhum perto de ninguém”.
Sócrates, que falava no dia 20 num debate promovido pela Juventude Socialista, na discoteca People, no decurso do qual respondeu a questões “da actualidade” levantadas pelos jovens, afirmou que a co-incineração “não é só um problema ambiental”, mas também político e económico.
“É um problema político sério para o país a não resolução do tratamento dos resíduos industriais perigosos porque põe em causa a competitividade do país”, sublinhou.
O líder do PS acrescentou ainda que actualmente “se uma empresa estrangeira que produza resíduos industriais perigosos quiser investir em Portugal, para fazer o tratamento dos mesmos terá que os ‘exportar’ porque é esta a resposta que neste momento temos para dar”.
E reafirmou que o PS vai resolver esse problema, “recorrendo à melhor tecnologia disponível, ao melhor conselho científico”, ou seja, “vamos resolvê-lo recorrendo à co-incineração", declarou.
"Não queremos agradar a todos. Os governos não são para fazer o que é fácil, mas o que é difícil, e é preciso dizer o que se vai fazer durante a campanha eleitoral, e não depois", salientou.
Quanto ao chumbo do Eurostat à cedência de património do Estado português para manter o défice abaixo dos três por cento, Sócrates disse que as opções do Governo “já passavam para lá do razoável” e que “já se estava mesmo a ver” que seria esta a decisão de Bruxelas.
Era uma operação “absolutamente absurda” e um “truque” para tentar “disfarçar o falhanço na consolidação orçamental”, acusou.
Durante o debate, onde estavam presentes mais de uma centena de jovens socialistas, o secretário-geral do PS disse também que defenderá a introdução de portagens nas Scut (auto-estradas sem custos para o utilizador) do interior quando essas regiões forem mais desenvolvidas.
"Estarei de acordo com a introdução de portagens nas Scut quando os rendimentos ‘per capita’ nessas regiões forem iguais aos da média nacional", disse, depois de sublinhar a necessidade de se promover a coesão social em Portugal.
"Um jovem no interior não tem as mesmas oportunidades que um jovem no litoral", frisou José Sócrates, ladeado pelo líder da JS, Pedro Nuno Santos, e rodeado pelos jovens socialistas, sentados em círculo, e ainda por três ecrãs de televisão onde passavam em directo imagens do debate.
No encontro, o secretário-geral socialista defendeu ainda medidas como a promoção dos estágios profissionais para facilitar a transição das universidades para o mercado de trabalho e o apoio do Estado à formação de novas empresas.

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Encontro com os Secretários Gerais


na discoteca People em Lisboa, hoje às 18.00

Também hoje às 21,30, na Sede Nacional do PS no Largo do Rato em Lisboa, reunirá a Comissão Nacional da JS.

quinta-feira, dezembro 16, 2004

Alternativa

Nos últimos tempos a conjuntura política mudou brutalmente com a dissolução (curiosamente anunciada pelo próprio Santana) do pior governo da era democrática, onde as más políticas e a instabilidade reinaram. Como muito já foi dito sobre as razões da queda do primeiro ministro “VIP” e com imagem de boémio, o mais importante agora será reflectir no futuro e nas formas de se evitar que o país chegue novamente ao ridículo que este desgoverno nos proporcionou, conseguindo um feito único de desagradar aos trabalhadores e empresários simultaneamente (pior era uma tarefa desumana…).
Quando o actual presidente da Comissão Europeia chegou a Primeiro-ministro (lugar do qual fugiu assim que teve oportunidade), atirou todas as expectativas económicas para baixo com o seu discurso célebre da “tanga”, mas passado estes anos os portugueses sabem que ele nos enganou e agora sim depois da governação PSD-PP, o país está atolado numa crise económica e social de características gravíssimas para todos.
É por todos evidente, mesmo para os próximos do PSD, que o país precisa de mudar e encarar os desafios do futuro sem medo, já que o país clama por uma maior aposta nas políticas sociais, nomeadamente na educação e na saúde, áreas que estão no centro das prioridades dos países mais desenvolvidos da Europa e esse tipo de políticas em Portugal sempre foram a prioridade de um partido, o Partido Socialista. Por isso os milhares de jovens que são despejados anualmente para fora do ensino por razões económicas agradecem o voto no Partido Socialista, assim como aqueles que diariamente são mal ou mesmo não tratados na desgraça que se encontra o nosso sistema de saúde. Da mesma forma o exército de desempregados, muitos deles jovens com formação superior, que clamam por mais oportunidades de emprego e de empreendedorismo, sabem que o Partido Socialista os ouvirá.
Quem acredita que o mesmo Santana “incoerente” e “trapalhão” conseguirá se regenerar e impor as políticas necessárias a desenvolver Portugal? Julgo que ninguém, a não ser os “santanetes”, que desejam perpetuar os seus cargos, não se preocupando com o melhor para país. Pelo contrário, julgo que é óbvio para todos que o Partido Socialista liderado pelo ex-ministro com provas dadas José Sócrates, quem aparece como única alternativa e possibilidade de evitar a queda de Portugal no abismo. Portugal que ao contrário do que um “velho” ex-ministro do PSD (Braga de Macedo) disse nos anos noventa, nunca foi um “oásis”, mas os portugueses tem de certeza memória do período de crescimento e melhoria das condições de vida proporcionados pelo último governo socialista, liderado por António Guterres, eu era muito jovem mas recordo perfeitamente.
Vários políticos do passado do PSD, tentam limpar a sua imagem e se separar do governo de Santana Lopes, evitando ir ao fundo com ele, mas aí os portugueses devem pensar o que foram eles no passado e o quanto nos prejudicaram com a sua política cega e autoritária. Alguns, chegam mesmo a aplicar leis que até não são muito importantes na Economia Monetária, como é a lei de Gresham à política nacional e esses só nos podem fazer pensar que se os bons políticos expulsam os maus, a má politica do PSD terá de ser varrida nas urnas pela boa política do Partido Socialista.
A luta dos socialistas nesta campanha será dura, mesmo com as sondagens favoráveis tem de se diariamente provar que o veneno do populismo de direita é totalmente falso e “fantoche”. E já que está na moda aplicar leis económicas à política e eu sou aluno de Economia, espero que seja de uma vez por todos ultrapassado o “problema da selecção adversa”, que leva à escolha das piores alternativas, para quem mais estaria interessado nas melhores e para isso é necessário fazer compreender aos portugueses a urgência no voto socialista, para dar outro rumo ao país.
O ano de 2005 é igualmente o ano que para além de ajudarem a limpar o mau governo, os tomarenses vão ter a oportunidade, de varrer com os maus políticos da sua câmara e freguesias, votando na alternativa que deseja construir um concelho melhor para todos, e essa alternativa é de novo o Partido Socialista. Como jovem que sou acredito na voz do povo, e que ela tanto a nível nacional como local saberá na altura que for chamada às urnas, votar em peso no que é melhor para todos. Isso só pode ser feito por um voto no partido ao qual o meu avô chama o da “mãozinha”, e que nada teme ao confrontar as suas propostas de melhorar a qualidade de vida das pessoas com as de populismo, que quer a nível local como nacional, nos tem habituado a direita.

Hugo Costa
artigo publicado hoje no jornal O Templário

segunda-feira, dezembro 06, 2004

30º aniversário da JS Tomar - algumas fotos


o bolo de aniversário, ainda intocado e sem as trinta velas


a mesa de honra, da direita para a esquerda:

Idália Moniz (não aparece na foto) - Ex-presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas, membro do Secretariado Nacional do PS
Nuno Antão - Presidente da JS Ribatejo
José Noras - Ex-presidente da C.M. de Santarém
Fernanda Asseiceira (no uso da palavra) - Presidente interina do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas
Hugo Cristóvão - Coordenador da JS Tomar
Paulo Fonseca - Presidente da Federação Distrital do PS
Marcos Perestrelo - Ex-dirigente Nacional da JS, Secretário Nacional do PS para a Organização
Luís Bonet - Primeiro Presidente da Câmara de Tomar pelo PS
Maria Eugénia - A militante menos jovem do PS Tomar
Pedro Marques (não aparece na foto) - Último Presidente da C.M. de Tomar pelo PS
Luís Ferreira (não aparece na foto) - Presidente do PS Tomar



Maria Eugénia, "a mulher mais antiga", foi a primeira a assinar a acta da fundação do Núcleo Concelhio das Mulheres Socialistas.

alguns dos ex-dirigentes da JS homenageados


António Oliveira, fundador da JS Tomar, fez uma breve resenha sobre a JS de há 30 anos.


Paulo Arsénio, outro destacado ex-jota foi também homenageado


Vasco Jacob recebe a sua medalha das mãos de Nuno Antão


Artur Damásio foi agraciado por Luís Bonet


Leonel Graça teve de se contentar com o actual Coordenador


Carlos Laranjeira foi homenagedo por José Noras


Luís Ferreira, o mais destacado ex-dirigente da JS Tomar, aqui com a camarada Rita Melo, não foi homenageado por ser o actual Presidente do PS Tomar

alguns dos ex-autarcas homenageados


Luís Bonet, o mais jovem de todos nós, foi depois ovacionado em pé por todos os presentes


Pedro Marques recebe de Paulo Fonseca o seu louvor


Adelino Duarte também homenageado pelo Presidente da Federação


José Henriques Mendes, homenageado por Marcos Perestrelo


Arménio Breia recebeu das melhores mãos a sua medalha


Cristina Cotralha, recebe em nome de seu pai, Lino Cotralha já falecido, a justa homenagem


Marcos Perestrelo fala do seu tempo na JS, e do actual momento político


O apagar das 30 velas, o fim da festa, e o início de novos trabalhos