segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Braga

Na revista visão desta semana, existia um artigo que me despertou atenção, mesmo sendo de meia página. Algures em Braga, numa escola religiosa, controlada directamente pela arquidiocese, miúdos de 13 anos tiveram processos disciplinares e nalguns casos expulsão da instituição, segundo o padre que controla a instituição por problemas disciplinares muito graves.
Afinal, a única coisa que este grupo de bons alunos tinha feito, era um cartaz pedindo mais respeito pelos alunos e onde evocavam o 25 de Abril. Mais de 30 anos depois, parece que nem todo país de adaptou às regras da democracia.

Hugo Costa

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

NOtícia TSF - Casamento Homossexuais

A Juventude Socialista apresenta, esta quarta-feira, o ante-projecto de lei que abre portas ao casamento entre homossexuais. A proposta de alteração do código civil apresentada pela JS define o casamento como um contrato entre duas pessoas, retirando a expressão «de sexo diferente».
( 11:44 / 15 de Fevereiro 06 )
Pedro Nuno Santos, secretário-geral da JS, diz que espera agora poder contar com o apoio do grupo parlamentar já que «esta matéria não estava no programa eleitoral do Partido Socialista, é uma matéria da agenda da JS».O secretário-geral salientou que «o objectivo é envolver o grupo parlamentar do PS porque é ele que pode aprovar o projecto».A primeira tentativa de casamento homossexual em Portugal, realizada no passado dia 1 de Fevereiro, foi rejeitada pela 7ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa. O advogado das duas mulheres já anunciou que vai recorrer da decisão.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

S. Valentim

Mesmo tendo estes dias a importância, que lhe quisermos dar, podendo ser todos os dias. A JS Tomar deseja a todos um excelente dia de S. Valentim, junto daquela pessoa especial…

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Alerta

Acidentes de viaçãoMais de um terço dos condutores mortos em 2005 acusaram álcool 13.02.2006 - 08h50 Sofia RodriguesPúblico

A maioria (75 por cento) dos condutores que no ano passado morreram em acidentes de viação e que acusavam álcool no sangue apresentava uma taxa crime, ou seja, superior a 1,2 gramas por litro (g/l) e punida com pena de prisão, revelam dados do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML).
Num universo de 182 condutores que acusaram mais de 0,5 g/l, 138 tinham bebido bastante mais antes de conduzir – atingiram mais do que 1,2 g/l, segundo os resultados das autópsias feitas no ano passado pelas três delegações (Lisboa, Porto e Coimbra) do INML. Para acusar uma taxa de 1,2 g/l é preciso ingerir em média seis bebidas alcoólicas. Outros 44 condutores mortos na sequência de acidentes rodoviários acusaram valores entre os 0,5 e os 1,19 g/l, o que também é punido por lei. No universo de 321 vítimas que morreram ao volante com uma taxa de alcoolemia legal (até 0,49 g/l), desconhece-se quantos se abstiveram de beber antes de conduzir. O Código da Estrada só prevê sanções para os condutores a partir dos 0,5 g/l – valor que é atingido com a ingestão de dois copos de vinho em média. Uma taxa de alcoolemia até 0,19 g/l é punida com coimas (entre os 250 e os 2500 euros) e inibição de conduzir (entre um mês e dois anos). A partir de 1,2 g/l, a lei prevê a detenção do condutor, que fica sujeito a uma pena de prisão máxima de um ano ou pena de multa até 120 dias. Mais de um terço (36 por cento) do total de condutores autopsiados pelo INML, em 2005, após o acidente de viação acusaram para cima de 0,5 g/l. Há ainda outras 440 pessoas que morreram nas estradas portuguesas, mas a sua condição (condutor, peão ou passageiro) é desconhecida. Insensíveis aos riscos Em relação aos peões que morreram atropelados, a maior parte (71 por cento) dos 193 que foram autopsiados acusou uma quantidade mínima de álcool (até 0,5 g/l), desconhecendo-se também o número exacto dos que tinham zero na altura do acidente. Para Rui Tato Marinho, hepatologista no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, os dados do INML significam que os condutores são insensíveis aos riscos associados ao consumo de álcool. “As pessoas não têm consciência ou não são informadas ou não ligam porque sempre fizeram assim e nunca lhes aconteceu nada”, comenta o especialista, lembrando que ingerir quantidades de álcool equivalentes a 1,2 g/l aumenta em 35 vezes o risco de morte ao volante face aos que se abstêm de beber. Rui Tato Marinho defende que para salvar vidas devia aplicar-se efectivamente a lei. “Os estudos dizem que em média se deve ser testado pela polícia de dois em dois anos; eu conduzo há mais de 20 e nunca o fui”, diz o especialista, que atende muita gente entre os 30 e os 40 anos com cirroses no fígado. O hepatologista, também professor na Faculdade de Medicina de Lisboa, lamenta a falta de mais estatísticas sobre este comportamento de risco ao volante. Um maior detalhe dos números poderia revelar que os condutores com álcool que morrem em acidentes rodoviários são sobretudo jovens do sexo masculino, acrescenta. Os serviços do INML também apuram as quantidades de álcool em condutores ou peões que se envolveram em acidentes de viação (e que sobreviveram) ou em pessoas que pedem uma contraprova ao teste do balão feito na estrada pelas polícias. No caso dos condutores, os testes de álcool feitos entre os que acusaram mais de 0,5 g/l em 2005 também revelam que o maior peso está no consumo considerado crime. Em 1219 casos, 853 acusaram mais de 1,2 g/l. No entanto, há ainda mais de três mil resultados (1800 dos quais se revelaram positivos) cuja identificação – condutor, peão ou passageiro – é desconhecida. Os números apurados em 2005 pelas três delegações do INML, que cobrem todo o país, são bastante semelhantes aos verificados no ano anterior. Mais de metade dos condutores mortos em acidente e autopsiados revelaram ter valores de álcool acima da taxa legal. Também em 2004 a estatística mostrava que a maioria estava embriagada com mais de 1,2 g/l no momento do acidente.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

"O PS sempre foi contra o encerramento do Parque de Campismo.O PS não teria encerrado o Parque de Campismo.O PS não foi escolhido pelos tomarenses para ser poder, ou seja, o PS não decide nem executa."

Parte do artigo do nosso camarada Hugo Cristóvão, actual presidente do PS Tomar, hoje no Jornal Cidade Tomar

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

JS Nacional empenhada em acabar discriminação contra homossexuais

A Juventude Socialista entende que a actual legislação, respeitante ao casamento, é claramente violadora dos direitos, liberdades e garantias consagrados na Constituição da República Portuguesa, uma vez que não permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.


A Juventude Socialista entende, ainda, que a discriminação na sociedade portuguesa quanto aos homossexuais é totalmente inaceitável, e encontra-se, pois, profundamente empenhada em aprovar medidas legislativas que combatam a discriminação nesta matéria.

A JS está, como sempre esteve, ao lado da luta pelos direitos de todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual e contra todo o tipo de discriminação e desrespeito pela diferença.
Sócrates na vice-presidência da Internacional Socialista
Eleito em Atenas para uma das vice-presidências da Internacional Socialista (IS), o secretário-geral do PS, José Sócrates, elogiou a actuação de António Guterres durante os cinco anos e meio que esteve à frente desta organização, considerando que o antigo primeiro-ministro português deixou “uma marca” na IS.
Mais, uma vez o Partido Socialista, está de Parabens, mostrando a qualidade dos seus quadros no seio do Socialismo Democrático Mundial.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Notícia TSF - Madeira onde mais poderia ser?

O PSD da Madeira quer examinar as faculdades mentais de um deputado regional do PS. Em causa está o facto de João Carlos Gouveia ter afirmado que, por inacção do poder judicial, a Madeira está transformada num «verdadeiro paraíso criminal».

( 17:28 / 08 de Fevereiro 06 )

Numa sessão parlamentar, decorrida terça-feira, o deputado socialista João Carlos Gouveia afirmou que a região da Madeira «está transformada, por inacção do poder judicial, num verdadeiro paraíso fiscal». Carlos Gouveia defendeu, ainda, que «salvo uma ou outra exepção, o poder executivo regional, pelo controlo que exerce sobre toda a sociedade, conseguiu sempre (...) subjugar, aos seus próprios interesses, a maioria dos titulares e agentes desses mesmos órgãos na região.Na sequência destas afirmações, o vice-presidente do PSD/Madeira, Coito Pitta, avançou com um pedido de exame das faculdades mentais do deputado socialista.«O sr. deputado João Carlos Gouveia vem produzindo afirmações que indiciam demência, tal o absurdo e insulto que revestem, como foi o caso da sua intervenção de 7 de Fevereiro de 2006», acusou.Neste âmbito, acrescentou, «o grupo parlamentar do PSD entende que se torne urgente esclarecer o que se passa para prestígio da instituição parlamentar madeirense». «O PSD pretende que seja procedida a avaliação das faculdades mentais do sr. deputado João carlos Gouveia, até, sobretudo, para interesse do próprio», concluiu. O requerimento do PSD foi aceite pelo presidente do Parlamento madeirense, Miguel Mendonça, que justificou a decisão com o facto de não rejeitar, por norma, requerimentos.Em protesto contra o pedido do PSD, os partidos da oposição abandonaram, esta quarta-feira, os trabalhos do Parlamento regional

HIV e Gravidez Jovem

Como é do conhecimento público o HIV é um dos problemas do mundo contemporâneo, flagelando populações e países.
O concelho de Tomar, não está fora deste problema e apresenta os dados mais elevados no Médio Tejo, se conjugarmos com isto o facto de ainda possuirmos dados preocupantes de gravidez jovem (inferior a 20 anos), existe um claro problema de educação sexual e de tabus no nosso concelho, dessa forma a Juventude Socialista irá levar a cabo um programa de sensibilização dos jovens e da restante população do concelho, de forma a acabarem os tabus e a informar toda a população, não esquecendo igualmente as faixas mais velhas da população, que por desinformação e receio apresentam percentagens de HIV cada vez mais elevadas.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

URBANIZAÇÃO ILEGAL NA MACHUCA MOTIVA PROVIDÊNCIA CAUTELAR

Comunicado da Associação Ambientalista QUERCUS, sobre:
Urbanização ilegal em Tomar - QUERCUS interpõe providência cautelar para salvaguardar montado
A QUERCUS vem manifestar mais uma vez a sua apreensão pela urbanização desenfreada do nosso território, mais uma vez à custa da destruição da nossa floresta natural.
Obras em loteamento sem alvará de licenciamento destroem montado de sobroNa Quinta da Machuca, Alto do Piolinho, município de Tomar, encontram-se em curso obras de urbanização relativas a um loteamento privado de forma escandalosamente ilegal, dado que nem sequer possui alvará de licenciamento.
Após ida ao local, constatou-se que as obras de urbanização do mencionado loteamento estão a causar a destruição de um montado de sobro devido às intervenções com maquinaria pesada e ao abate de sobreiros de grandes dimensões. Estas obras provocam a alteração do relevo natural em virtude de escavações profundas, as quais mutilam as raízes dos sobreiros que - ainda - não foram abatidos, o que degrada o seu estado vegetativo.
A Câmara Municipal de Tomar não promove embargo da obra. Após ter sido consultado o processo de licenciamento, constatou-se que não existia alvará de licenciamento do loteamento, situação que nos levou a requerer ao presidente da Câmara Municipal de Tomar, António Paiva, o embargo imediato das obras, facto que até hoje não aconteceu, mesmo após diversos alertas oficiais desde o passado dia 24 de Janeiro.
Foram ainda informados os serviços da Circunscrição Florestal do Sul para actuarem em conformidade, nomeadamente com o processo de embargo da obra ilegal.Quercus instaura no TAF de Leiria Providências Cautelares para intimar o presidente da câmara a cumprir a lei com o embargo da obraDado que a obra continuou de forma escandalosa desde o nosso primeiro alerta, a Quercus, requereu ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria o decretamento de diversas Providências Cautelares para que a obra pare e para que o presidente da Câmara Municipal de Tomar seja intimado a embargar a obra, situação que não promoveu de forma administrativa, conforme lhe competia na defesa do princípio da legalidade e do ordenamento do território.Esperamos assim que seja reposta a legalidade com a paralisação das obras não licenciadas e da destruição do montado, para que não sejam criadas falsas expectativas aos futuros compradores dos lotes.
A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da NaturezaLisboa, 31 de Janeiro de 2006

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Machuca

Não vou entrar neste comentário em intrigas políticas, penso que existem coisas que para se ter opinião é melhor não estar tão perto geograficamente.
Durante vinte e tal anos, senti na pele o que era ser habitante da Machuca, estar na escola, numa repartição de pública, num banco, no médico e ter de repetir e soletrar o nome da terra onde morava. Duvido que 95% das pessoas que discutem a Machuca, saibam realmente onde fica…não me esqueço que durante anos tive de colocar na morada, para além de Machuca, Cabeças, se não as cartas não chegavam ao destino. Não me esqueço que uma vez numa instituição bancária desta cidade tive de soletrar 3 vezes o nome Machuca e depois ainda fui “gozado”…pensado a pessoa que me atendia que vivia no fim do mundo.
Quem fala da Machuca, devia fazer todo o percurso da Rua Principal, dessa tal Machuca onde via como a 2km da cidade existe uma estrada que até para os padrões da idade média estaria má, onde o alcatrão só chega até onde o antigo presidente de junta, actual deputado municipal independente, tinha amigos. Façam esse percurso e vejam uma das piores estradas de terra existentes no nosso concelho…com locais de difícil circulação. Muitas vezes acusam-me nesta cidade que não gosta de ouvir os mais jovens, de ser um puto “arrogante” e que fala do que não sabe…mas para quem dirá isso, digo que foi nesses caminhos que cresci a andar de bicicleta.
Como vos digo, não vos dizer vou a minha opinião política sobre o assunto. Mas, falo do que sei…até porque sou um dos 40-50 habitantes dessa terra de quem todos falam e não sabem o que dizem, porque nem sabem onde fica. Ainda há uns dias via um desses ilustres cidadãos do concelho de Tomar, que tudo sabem e que tem tempo de antena na nossa comunicação social, nomeadamente todas as quartas feiras na rádio Hertz, a dizer que do futuro Parque de Campismo se iria ver a linha de caminho de ferro. Será que esse cidadão sabe onde fica a Machuca? Em linha recta é a 1km, da linha é verdade, mas garanto que não se vê a linha de comboio.
Volto a dizer, que não interessa a minha opinião política sobre o assunto, mas será que os habitantes do “antigo fim do mundo”, não mereciam que anteriormente alguém tivesse olhado para eles? Será que sabem, que durante mais de 20 anos, existiu um pedido de um caixote do lixo, que não nos era concedido? Sabem que era o vereador responsável, é esse mesmo o el-rei D. Sebastião Rosa Dias, que nunca quis saber, possivelmente tínhamos poucos eleitores e não dava o brilho e o aparecimento da comunicação social.
Sabem a Machuca, local da freguesia de S. João Baptista, durante anos teve fora do desenvolvimento, fora do conhecimento público e esquecida por uma Junta de Freguesia, preocupada única e exclusivamente com os sítios onde existia eleitores? Sabem, há quantos anos existe água canalizada na Machuca? Sabem há quantos anos os habitantes puderam, a começar a pedir para ter telefone? Tudo há menos de 15 anos…
Esses politiqueiros, que dominam o concelho, nunca se preocuparam com a qualidade de vida dos habitantes, dessa localidade, que nem sabiam da sua existência, na sua política de Alameda 1 de Março - Corredora…
Sabem, há quanto tempo existe contentores do lixo, na Machuca? Cerca de 6-7 anos…
Não vos falo como habitualmente como político…mas falo com o coração…Tenham dignidade, porque quem viveu toda a vida em caminhos de terra, não sendo ouvido por ninguém…sente-se gozado, por pessoas opinarem sobre as características de locais que não conhecem. Se fossem há cerca de um ano, perguntar aos habitantes dessa localidade…quais eram os principais problemas, resposta seria divida ente os caminhos de terra e o facto de o correio chegar a tarde e a más horas…muitas vezes, em cima do prazo de pagamentos. Mas esses ilustres senhores da cidade, não sabem o que é ter correio uma vez por semana….

Hugo Costa
Morador na Machuca

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Eleições no PS Ferreira

A JS Tomar, o seu secretariado e o coordenador da JS Tomar, vem desta forma dar os parabéns e desejar as maiores sortes, ao nosso amigo Bruno Gomes, recentemente eleito presidente da CPC do PS de Ferreira de Zêzere. O Bruno é um jovem, que até aqui era coordenador concelhio da JS Ferreira e é trabalhador-estudante, sendo que frequenta o Instituto Politécnico de Tomar. Ao amigo da JS Tomar, desejamos o melhor trabalho, já que as suas vitórias serão as nossas.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Sábado Jantar

No próximo sábado dia 4 – Encontro Socialista no Restaurante Convivio, onde pelas 18 horas existe discussão de vários assuntos e às 20 um jantar.
Apela-se a todos os militantes da JS Tomar, a comparência.
Inscrições para os números habituais. Preço 11 euros.
Aparece

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Derrama

PS PROPÔS BAIXAR A DERRAMA DE 10% PARA 6%
O Vereador Socialista, CARLOS SILVA, propôs baixar a taxa de DERRAMA, que incide sobre o lucro das Empresas que têm trabalhadores no Concelho de Tomar - mesmo que as suas sedes estejam noutros Concelhos -, tendo sido tal proposta rejeitada pela maioria PSD, tendo sido apresentada a seguinte DECLARAÇÃO DE VOTO:1. Considerando que o incentivo e aumento do desenvolvimento económico deverá ser uma preocupação da Autarquia;
2. Considerando que a taxa de derrama pode funcionar como factor competitivo diferenciado, em relação a outros Concelhos;
3. Considerando que a taxa de Derrama é uma fonte de receita importante para o Concelho;
O Partido Socialista vota contra a manutenção da taxa de derrama no seu limite máximo de 10%, propondo o seu abaixamento para 6% por forma a cativar empresas, aumentando assim a base de incidência da referida taxa, funcionando a mesma como factor diferenciado em relação aos Concelhos limítrofes, que praticam todos a taxa máxima com excepção dos Concelhos da Barquinha e Ferreira do Zêzere.
A taxa de 6% situa-se assim como média entre os concelhos que praticam o máximo e os que não praticam derrama.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Presidenciais para os Jovens

No próximo dia 22, seremos mais uma vez chamados às urnas, passados 3 meses das eleições autárquicas. Discutir se o país estava com disponibilidade psicológica para mais uma campanha, a quarta nos últimos 20 meses é algo que este momento não interessa discutir. Dos seis candidatos que chegam às urnas, existe um que todas as sondagens o colocam com resultados de vitória logo na primeira volta, como se fosse o salvador que os portugueses necessitam, mas que apenas lhes trará desilusão e instabilidade.
Múltiplas, são as razões apontadas para Cavaco Silva, ser o escolhido pelos portugueses, contudo a História é ao que parece para essas perspectivas uma ciência social com utilidade muito limitada, já que a memória, não vai além de 10 anos, tempo em que Cavaco Silva perdeu, contra o actual Presidente da Republica, que na altura era o Presidente da Câmara de Lisboa, enquanto Cavaco vinha do lugar de Primeiro-Ministro.
A campanha de Cavaco é uma campanha, onde as ideias e o pensamento do candidato, não tem qualquer valor sendo o único objectivo a vitória a qualquer custo, fazendo por isso a campanha mais cara de todos os candidatos, mostrando como o grande capital financeiro e todo o Portugal dos interesses estão interessados na vitória de Cavaco Silva, para ter alguém no lugar de primeiro magistrado da nação, que não tem qualquer visão social e segue a cartilha neoliberal de pensamento político e económico, cartilha essa falida um pouco por todo o mundo. A respeito da campanha de Cavaco, o jornal espanhol “El País” numa das suas mais recentes edições sintetizou correctamente o pensamento de Cavaco como “Um Social-democrata de Agência de Publicidade”, mostrando que ele é somente um produto do Marketing Político, mais “limado” e duro.
É curioso reparar que uma das principais razões indicadas para se votar em Cavaco é o facto de ele ser economista e nesta matéria eu julgo ser insuspeito para falar, já que tenho formação académica na área económica. Será que as pessoas pensam que os economistas são salvadores? É um estranho pensamento este…até porque nunca vi área do conhecimento, onde o “depende”, fosse tão importante e onde raramente se encontrem dois académicos a defender o mesmo. Será que a passagem por faculdades de Economia dá a alguém o diploma necessário para ser Presidente da República? Ou serão precisas, outras competências? Uma pessoa por ser economista e no caso doutorado em Economia, não quer dizer que seja capaz de ser bom político, como muitas são as provas de bons economistas que falharam como políticos, já que uma coisa é a realidade, outra a frieza de um modelo matemático, onde o desemprego, seja somente um número e no caso da teoria neoliberal, apenas um “dano colateral” do combate inflacionista. É isso que querem? Um presidente que os olhe os problemas sociais como apenas parte de um número?
Mas do outro lado, existe um dos melhores políticos Europeus da segunda metade do século 20, alguém que muitos não julgavam capaz de vencer as batalhas que venceu. Alguém que lutou contra o totalitarismo de direita e depois evitou um desvio totalitário de esquerda que muitos pensavam inevitável. Mário Soares conseguiu na dedada de 70 ao lado de nomes como Mitterrand (falecido há 10 anos e para os Franceses o melhor presidente do século 20) e do mito sueco Olof Palme (primeiro-ministro sueco que acabou assassinado, devido às suas posições a favor dos países mais pobres) ser a figura da nova esquerda renascida na Europa. Soares a quem muitos diziam que seria o novo Kerensky (líder de centro-esquerda Russo, que se seguiu ao imperador e que não consegui deter a ofensiva bolchevique de Lenine), conseguiu o que muitos pensavam impossível, e foi o responsável por colocar Portugal no mapa Europeu, numa adesão à CEE com a qual Cavaco Silva tinha muitas dúvidas e conseguiu ser a figura central do estabelecimento democrático e do caminho para o desenvolvimento, tendo sido eleito na segunda eleição presidencial, com o resultado mais esmagador da História democrática portuguesa.
É por acreditarmos em Soares, que eu como muitos jovens espalhados pelo país damos forma ao movimento MP3, de apoio à candidatura presidencial de Mário Soares. Os jovens necessitam que olhem para nós como sujeitos activos, que desejamos ser ouvidos para a resolução dos problemas da sociedade e Soares consegue fazer isso como ninguém. Em Tomar o movimento jovem, tem como mandatária a docente universitária Vera Simões de 25 anos, que representa uma das faces do valor intrínseco que os jovens Tomarenses demonstram e que se lhes for dado oportunidade conseguem estar entre os melhores. A Vera alia à sua capacidade técnica e intelectual, uma vontade de intervir para melhorar a sociedade, por isso foi com todo o prazer que aceitou mais este desafio, depois de já no passado recente ter dado a cara pelo Partido Socialista, na lista para Assembleia Municipal.
Pertenço a uma geração que quer ter oportunidades e que não se resigna ao desemprego, ao abandono escolar e à falta de habitação. Sou de uma geração que sabe que é uma das gerações mais bem preparadas de sempre em Portugal, mas a quem são sempre cortadas as oportunidades de vencer, por uma sociedade que não compreende a importância da força da juventude e da fonte de conhecimento e irreverência que ela transmite.
É dessa forma irreverente e porque vejo em Soares uma capacidade de ouvir e compreender os jovens que estou com ele, nesta dura batalha que se advinha, onde o eucalipto que seca tudo, pensa que está imune e irá vencer sem dificuldade e que para isso se “vende” a tudo, não tendo problemas de aparecer ao lado daquele que não tem nenhum respeito pela democracia, que não seja o caciquismo e populismo barato, ou seja Alberto João Jardim, que já quis expulsar Cavaco do PSD, quando Cavaco criticou Santana Lopes, demonstrando isso a coerência que Cavaco nos traz.

Hugo Costa
Responsável pelo Movimento MP3 em Tomar
Coordenador da Juventude Socialista de Tomar

terça-feira, janeiro 17, 2006

Vota Mário Soares

No próximo Domingo, não te esqueças de colocar um voto no futuro e na estabilidade.
Vota no melhor candidato para os jovens e para o nosso futuro. Vota no candidato que quer ouvir e ir ao encontro dos jovens.

Domingo dia 22, VOTA Mário Soares

terça-feira, janeiro 10, 2006

Soares em Tomar

Mário Soares, o candidato apoiado pelo PS, chega hoje (Terça-feira) a Tomar, pelas 16H00 á Filarmónica Guladim-Pais, onde efectuará uma visita, antes de percorrer a pé algumas das artérias da Cidade de Tomar em contactos com a população.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Artigo da Vera Simões

Porque Apoio Soares


Vivemos actualmente numa sociedade em que cada vez mais os jovens devem assumir uma responsabilidade cívica. Essa responsabilidade, passa obviamente por expressar opiniões e sentimentos, elevar a voz construir conhecimento e também favorecer uma relação criatividade-experiência com aqueles que já passaram pela caminhada que é a vida.
O nosso país precisa determinantemente viver um presente que cada vez mais nos abra portas para um futuro coerente, disciplinado e essencialmente seguro, mas obviamente que esse futuro só pode ser construído através da ponte estabelecida com o nosso passado histórico.
O Dr. Mário Soares é de facto uma das figuras mais marcantes da História Politica Portuguesa, que actua de uma forma interventiva e com uma perspectiva cuidada de Portugal e do Mundo.
Sou jovem e desde a mais tenra idade que estou ligada ao desporto, sendo uma das formas que encontro para me expressar, para estar ligada a pessoas e essencialmente para partilhar conhecimento e experiências.
Deixa-me bastante contente, o facto de o mandatário distrital da candidatura do Dr. Mário Soares, ser um dos mais proeminentes atletas portugueses, o medalhado olímpico, Rui Silva. Pois é, o desporto une multidões, é gerador de atitudes e invoca o ser humano a ser activo e isto é, nada mais, nada menos, do que a atitude que nós jovens devemos assumir: SER ACTIVOS ajudando a construir um País melhor para os nossos filhos.
Esse País melhor, passa também por uma preocupação constante e inovadora da educação, tal como o Dr. Mário Soares, acredito que a educação é um vector estratégico para o desenvolvimento.
Todos os dias na minha actividade profissional deparo-me com situações que são deveras preocupantes, a insegurança que os jovens sentem para entrar no mercado de trabalho, o investimento pessoal e monetário que existe por parte dos pais em colocar um filho na universidade a estudar e mais do que isso, sinto que os jovens apresentam um discurso triste, desiludido e com medo do que o futuro lhes reserva.
Julgo que esta é a hora de dar um rumo a um país que cada vez mais, está envelhecido e que precisa estar na linha da frente e para isso é preciso o País acredite num futuro onde o desenvolvimento e a inovação sejam as palavras de ordem.
Por isso acredito e apoio Mário Soares.

Vera Simões
Docente no Ensino Superior.
Mandatária da Juventude em Tomar da candidatura de Mário Soares.

domingo, janeiro 08, 2006

ESCOLHER UM PRESIDENTE DA REPÚBLICA

As próximas eleições destinam-se a escolher um Presidente da República e não um Primeiro-Ministro.

No nosso sistema constitucional, o Presidente da República deve ser um moderador, um congregador, um árbitro, um regulador político, um provedor e uma referência permanente para os cidadãos, a Nação e o Estado.

As funções de um Presidente da República são eminentemente políticas e, por isso mesmo, as qualidades que se exigem dele são sobretudo, políticas.

Um Presidente da República deve ter experiência de poder e capacidade para unir e concertar, para projectar valores, para mobilizar e para gerar confiança.

Por todas estas razões, um candidato a Presidente da República te+m o dever de demonstrar que está nas melhores condições para exercer o cargo, por ter uma noção rigorosa das funções e uma história política que prova a capacidade para as desempenhar.

Para escolher um Presidente da República, a biografia política de um candidato também conta. E não há biografia sem História.


NÃO HÁ HOMENS PROVIDENCIAIS


A crise económica é um dos principais problemas do País. Para vencer a crise, é preciso crescer mais e melhor. Mas atingir esse objectivo não depende de um só homem, providencial e ambíguo. Muito menos de um perito em Finanças, com uma visão estreita e economicista, na chefia do Estado.
Depende, antes de mais, do Governo, da solidariedade institucional entre órgãos de soberania e, sobretudo, da vontade e empenho dos portugueses.

O Presidente da República tem de ser um político competente, sabedor e experiente. Não é, nem tem de ser um especialista.
Tem de garantir ? isso sim ? a fiscalização pública das políticas do Governo, estimulando a expressão das diferentes opiniões. Tem de defender os direitos de oposição. Tem de assegurar que há transparência nas decisões e na utilização dos recursos do país. São essas as funções essenciais de um Presidente da República.


EM POLÍTICA NINGUÉM TEM RAZÃO SOZINHO


O candidato da direita invoca permanentemente o seu passado e as suas realizações, reivindicando a exclusividade dos méritos. Mas omite sistematicamente os erros e omissões pelos quais é responsável, tal como os tabus em que se refugiou e os silêncios a que se remeteu. Isto é um claro sinal da sua arrogância, auto-suficiência e presunção.

E no entanto, foi o Governo do Bloco Central, chefiado por Mário Soares e constituído pelo PS e pelo PSD, que garantiu a adesão à C.E.E. (hoje União Europeia), que restabeleceu o equilíbrio das contas externas e recuperou a credibilidade internacional do País, transmitindo a melhor e mais rica herança que algum Governo alguma vez recebeu, em Portugal, no século XX.

O candidato da direita também esquece propositadamente que, quando foi primeiro-ministro, beneficiou de condições políticas únicas, de estabilidade e equilíbrio institucionais, que lhe foram proporcionadas pelo então Presidente da República Mário Soares.


EM POLÍTICA É PRECISO SABER UNIR


O passado político intermitente do candidato da direita demonstra que ele não é capaz de congregar equipas, de preparar sucessores e de gerar continuidade. Tal como um eucalipto, seca tudo à sua volta. Secou o seu próprio partido. Só sabe existir sozinho. Nunca governou em coligação e saiu de cena quando pressentiu que não conseguiria obter nova maioria absoluta. Desfez o tabu e fugiu.

Em contrapartida, Mário Soares chefiou um Governo com apoio minoritário e dois Governos de coligação, uma com o CDS/PP e outra com o PPD/PSD. Quando foi eleito Presidente da República pela primeira vez, o País estava praticamente dividido ao meio e ele soube congregá-lo, mobilizá-lo e uni-lo. Cinco anos depois, foi reeleito por mais de 70 por cento dos votos, designadamente com o apoio do próprio partido chefiado pelo então primeiro-ministro e hoje candidato da direita.

Caso para perguntar: Quem está em melhores condições para unir, mobilizar, moderar e arbitrar? Quem esta em melhores condições para voltar a ser de facto, o Presidente de todos os Portugueses?


EM POLÍTICA É PRECISO SER CLARO E FRONTAL

O candidato da direita e frequentemente ambíguo e dissimulado. Para além dos silêncios e tabus que todos lhe conhecemos, nem sempre diz o que pensa e, as vezes, não pensa nas consequências daquilo que diz. Afirma que a sua candidatura é suprapartidaria e esconde os dirigentes do PPD/PSD e do CDS/PP que o apoiam, como se a candidatura não estivesse a ser preparada já há muito tempo, em articulação e com a colaboração do seu partido. Evita posições claras e frontais sobre questões difíceis, como a guerra do Iraque, o Orçamento de Estado, as políticas do Governo e as reivindicações corporativas. Promete resolver tudo, mas não diz como, nem porquê, nem com que poderes ? que o Presidente da República não tem, porque não estão inscritos na Constituição.

Ora, o Presidente da República deve ser sobretudo, um factor de união, de moderação, de estabilidade e de equilíbrio, situando-se acima dos partidos políticos e das instituições da sociedade civil, garantindo a normal e saudável concorrência entre eles.

A história, a prática política e as provas concretas que já deu, valorizam Mário Soares para o desempenho destas funções. Tem uma experiência ímpar, esteve sempre presente nos momentos mais difíceis, nunca se eximiu a dar as suas opiniões, nunca virou a cara às dificuldades e desafios, foi capaz de governar o País em tempos de crise económica e política muito complexos, foi capaz de unir, de congregar, de mobilizar e de constituir equipas. Soube sempre concentrar-se no essencial ? e essa é, seguramente, uma das mais importantes qualidades de um dirigente político. Mário Soares tem, por isso mesmo, todas as condições indispensáveis para ajudar a devolver a confiança aos Portugueses e para ajudar a reforçar a confiança em Portugal.