quinta-feira, março 29, 2007
convocatória
Convocam-se todos militantes para uma reunião da JS Tomar a realizar no próximo domingo, dia 1 de Abril, pelas 15 horas na sede do partido.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Notas da CPN da JS
A Comissão Política Nacional debateu a demissão do Presidente do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira e a sua intenção de provocar eleições regionais antecipadas. Dispondo de uma maioria absoluta e de uma legitimidade eleitoral clara, o acto do presidente do Governo Regional demissionário, movido por calculismo partidário e por uma intenção clara de fomentar um clima de tensão e de desafio às instituições da República, é prejudicial aos interesses da Região Autónoma, gerando uma instabilidade política artificial e procurando fabricar justificações para a sua incapacidade de ultrapassar os desafios da gestão do arquipélago.
A gravidade do inaceitável ataque verbal e populista às instituições do Estado, chegando ao ponto de qualificar como ditatorial o exercício legítimo dos poderes conferidos pela Constituição aos órgãos de soberania democraticamente eleitos, é ainda reforçada pela forma como a liderança nacional do PSD, em particular o Dr. Marques Mendes, se solidarizou e sufragou a opção tomada pelo presidente do PSD-Madeira. Independentemente da importância interna que um dirigente partidário possa assumir, a impossibilidade do actual presidente do PSD em afirmar a sua liderança não pode conduzir a que o PSD se solidarize com a atitude sem precedentes e com a falta de respeito institucional demonstrada pelo Dr. Alberto João Jardim.
Perante a inevitabilidade de novo acto eleitoral, a Juventude Socialista manifesta todo o seu apoio e empenho à Juventude Socialista e ao Partido Socialista da Madeira no período que se avizinha e reafirma a sua convicção de que o acto eleitoral pode representar a oportunidade para assegurar uma mudança política profunda que dê aos Madeirenses uma gestão séria, responsável e empenhada no desenvolvimento real e sustentado da Região Autónoma da Madeira.
A Comissão Política Nacional da JS manifesta ainda a sua preocupação pela crescente degradação da credibilidade e capacidade de actuação do governo do município de Lisboa. A estagnação da governo da capital decorrente da actual crise política é prejudicial à melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos e cidadãs de Lisboa, à implementação de políticas públicas adequadas ao desenvolvimento da cidade e à necessária reforma do município que permita ultrapassar a grave situação financeira na qual se tem encontrado. Não é, pois, possível continuar a ignorar o problema, nem pode o PSD nacional e local fingir que a crise institucional em Lisboa não existe. Se uma crise fabricada e provocada conduz a eleições na Madeira, a mesma solução impõe-se perante uma crise verdadeira na capital.
A Juventude Socialista constata, pois, a falta de capacidade do Dr. Marques Mendes em obter um liderança credível e que coloque os interesses dos cidadãos e cidadãs portuguesas acima dos interesses do seu próprio partido.
Finalmente, a Comissão Política Nacional debruçou-se ainda sobre a revisão em curso do programa de Incentivo ao Arrendamento Jovem (IAJ), tendo realçado a sua importância no processo de emancipação dos jovens. A Juventude Socialista continuará a acompanhar aquele processo de revisão e a contribuir com os seu contributos para garantir que o novo regime continue a assegurar o apoio no acesso pelos jovens à primeira habitação.
A gravidade do inaceitável ataque verbal e populista às instituições do Estado, chegando ao ponto de qualificar como ditatorial o exercício legítimo dos poderes conferidos pela Constituição aos órgãos de soberania democraticamente eleitos, é ainda reforçada pela forma como a liderança nacional do PSD, em particular o Dr. Marques Mendes, se solidarizou e sufragou a opção tomada pelo presidente do PSD-Madeira. Independentemente da importância interna que um dirigente partidário possa assumir, a impossibilidade do actual presidente do PSD em afirmar a sua liderança não pode conduzir a que o PSD se solidarize com a atitude sem precedentes e com a falta de respeito institucional demonstrada pelo Dr. Alberto João Jardim.
Perante a inevitabilidade de novo acto eleitoral, a Juventude Socialista manifesta todo o seu apoio e empenho à Juventude Socialista e ao Partido Socialista da Madeira no período que se avizinha e reafirma a sua convicção de que o acto eleitoral pode representar a oportunidade para assegurar uma mudança política profunda que dê aos Madeirenses uma gestão séria, responsável e empenhada no desenvolvimento real e sustentado da Região Autónoma da Madeira.
A Comissão Política Nacional da JS manifesta ainda a sua preocupação pela crescente degradação da credibilidade e capacidade de actuação do governo do município de Lisboa. A estagnação da governo da capital decorrente da actual crise política é prejudicial à melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos e cidadãs de Lisboa, à implementação de políticas públicas adequadas ao desenvolvimento da cidade e à necessária reforma do município que permita ultrapassar a grave situação financeira na qual se tem encontrado. Não é, pois, possível continuar a ignorar o problema, nem pode o PSD nacional e local fingir que a crise institucional em Lisboa não existe. Se uma crise fabricada e provocada conduz a eleições na Madeira, a mesma solução impõe-se perante uma crise verdadeira na capital.
A Juventude Socialista constata, pois, a falta de capacidade do Dr. Marques Mendes em obter um liderança credível e que coloque os interesses dos cidadãos e cidadãs portuguesas acima dos interesses do seu próprio partido.
Finalmente, a Comissão Política Nacional debruçou-se ainda sobre a revisão em curso do programa de Incentivo ao Arrendamento Jovem (IAJ), tendo realçado a sua importância no processo de emancipação dos jovens. A Juventude Socialista continuará a acompanhar aquele processo de revisão e a contribuir com os seu contributos para garantir que o novo regime continue a assegurar o apoio no acesso pelos jovens à primeira habitação.
Mercado e Shopping
Na sociedade portuguesa e tomarense em particular existe um claro conflito entre o pensamento e os interesses das diversas gerações. É natural, fazendo tal facto parte de toda a evolução histórica das sociedades ao longo dos tempos, sendo por isso necessárias políticas de complementaridade entre os vários interesses, afinal de contas somos todos cidadãos com o mesmo conjunto de direitos e deveres.
Muito tem já sido discutido sobre o novo Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado, muitas são as críticas ao projecto camarário e poucos os elogios ouvidos. É esse conjunto de opiniões expressas que os agentes políticos locais são obrigados a analisar, ouvindo os interesses de toda a população e não apenas da parte que se julga "iluminada" e dona da razão dos interesses concelhios.
No contexto do século 21 é importante Tomar ter um bom mercado. Um mercado forte e aglutinador da população de todo o concelho e porque não, como no passado de toda uma região. Todos compreendemos (exceptuando o executivo PSD), sem grandes abordagens sociológicas a importância crucial que o mercado simboliza para um conjunto muito alargado da população do concelho. Será que podemos construir um verdadeiro desenvolvimento social e económico sem compreender as necessidades de uma parte significativa da população? Pessoalmente, não me parece o caminho ideal.
Desta forma compete ao executivo PSD dotar o mercado das condições de dignidade necessárias, olhando para ele como um local simbólico de venda e convívio social. A "destruição lenta" que se apodera diariamente do Mercado Municipal exige renovação e não destruição, já que a política de "terra queimada" provou em casos como o parque de campismo não ser a solução. Destruir sem alternativas credíveis não é o caminho. Contundo, sei que para o executivo PSD a maioria dos frequentadores do mercado não interessam no seu projecto de construir a "Terra dos Sonhos" onde só alguns têm lugar nas suas concepções de megalomania, sendo os restantes meros agentes de dar votos, nem que seja em grandes passeios ferroviários.
Em conjunto com o mercado outra questão se coloca, o Centro Comercial de Tomar. Assunto que não deve ser confundido e não tem sido nas diversas propostas do Partido Socialista que ao contrário de outras forças compreende os interesses dos diversos grupos da população do concelho de Tomar, acreditando que a sociedade não parou na década de 1980. Acredito pessoalmente e por saber onde os muitos tomarenses param ao fim-de-semana que um "shopping" possa ser importante e vir de encontro às necessidades e anseios de uma parte da população. Contudo, o local não deve ser o centro da cidade e muito menos destruindo o mercado e desprotegendo ainda mais os comerciantes, em vez de no centro histórico se propiciar um autêntico "Centro Comercial de Ar Livre", ajudando e dinamizando o comércio já existente. Desta forma a solução de Marmelais para a construção de um "shopping" ganha todo o sentido, seguindo o modelo de outras cidades, não hipotecando o mercado e os comerciantes da zona histórica.
Pelo já dito, acredito na complementaridade dos diversos agentes económicos, contudo não posso de forma nenhuma aceitar que para construir algo que pode ser megalómano e correr mal se destrua o mercado com toda a importância social, económica e turística que lhe é reconhecida. Não aceito desenvolvimento esquecendo parte da população, mas sei que a modernidade e uma sociedade cada vez mais cosmopolita obriga a mudanças de paradigma, mas nunca destruindo o passado, acelerando rumo ao futuro com ele e toda a população.
Hugo Costa - Artigo Publicado no Jornal Templario
Muito tem já sido discutido sobre o novo Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado, muitas são as críticas ao projecto camarário e poucos os elogios ouvidos. É esse conjunto de opiniões expressas que os agentes políticos locais são obrigados a analisar, ouvindo os interesses de toda a população e não apenas da parte que se julga "iluminada" e dona da razão dos interesses concelhios.
No contexto do século 21 é importante Tomar ter um bom mercado. Um mercado forte e aglutinador da população de todo o concelho e porque não, como no passado de toda uma região. Todos compreendemos (exceptuando o executivo PSD), sem grandes abordagens sociológicas a importância crucial que o mercado simboliza para um conjunto muito alargado da população do concelho. Será que podemos construir um verdadeiro desenvolvimento social e económico sem compreender as necessidades de uma parte significativa da população? Pessoalmente, não me parece o caminho ideal.
Desta forma compete ao executivo PSD dotar o mercado das condições de dignidade necessárias, olhando para ele como um local simbólico de venda e convívio social. A "destruição lenta" que se apodera diariamente do Mercado Municipal exige renovação e não destruição, já que a política de "terra queimada" provou em casos como o parque de campismo não ser a solução. Destruir sem alternativas credíveis não é o caminho. Contundo, sei que para o executivo PSD a maioria dos frequentadores do mercado não interessam no seu projecto de construir a "Terra dos Sonhos" onde só alguns têm lugar nas suas concepções de megalomania, sendo os restantes meros agentes de dar votos, nem que seja em grandes passeios ferroviários.
Em conjunto com o mercado outra questão se coloca, o Centro Comercial de Tomar. Assunto que não deve ser confundido e não tem sido nas diversas propostas do Partido Socialista que ao contrário de outras forças compreende os interesses dos diversos grupos da população do concelho de Tomar, acreditando que a sociedade não parou na década de 1980. Acredito pessoalmente e por saber onde os muitos tomarenses param ao fim-de-semana que um "shopping" possa ser importante e vir de encontro às necessidades e anseios de uma parte da população. Contudo, o local não deve ser o centro da cidade e muito menos destruindo o mercado e desprotegendo ainda mais os comerciantes, em vez de no centro histórico se propiciar um autêntico "Centro Comercial de Ar Livre", ajudando e dinamizando o comércio já existente. Desta forma a solução de Marmelais para a construção de um "shopping" ganha todo o sentido, seguindo o modelo de outras cidades, não hipotecando o mercado e os comerciantes da zona histórica.
Pelo já dito, acredito na complementaridade dos diversos agentes económicos, contudo não posso de forma nenhuma aceitar que para construir algo que pode ser megalómano e correr mal se destrua o mercado com toda a importância social, económica e turística que lhe é reconhecida. Não aceito desenvolvimento esquecendo parte da população, mas sei que a modernidade e uma sociedade cada vez mais cosmopolita obriga a mudanças de paradigma, mas nunca destruindo o passado, acelerando rumo ao futuro com ele e toda a população.
Hugo Costa - Artigo Publicado no Jornal Templario
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Madeira...
A questão da Madeira é um claro problema de regime em Portugal. Portugal democrático tem no seu seio…práticas e manifestações longe dos seus princípios. Os últimos desenvolvimentos na Madeira comprovam esse paradigma. Só resta desejar ao PS-Madeira e ao seu líder Jacinto Serrão as maiores sortes neste combate duro, mas pela democracia que se advinha.
Hugo Costa
Hugo Costa
Referendo Local
No decurso do debate público promovido pelo PS no passado sábado sobre o Plano de Pormenor do Mercado/Flecheiro, o Presidente Hugo Cristóvão anunciou que o partido irá propor em sede própria, a realização de um Referendo Local sobre a polémica questão da destruição do Mercado Municipal para construção de um Centro Comercial, propondo o PS em alternativa a manutenção e renovação do Mercado, apontado a construção do Centro Comercial para a zona de Marmelais.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Sim - Freguesias
Os resultados de domingo do sim, desagregados por freguesia são os seguintes:
Alviobeira (PS) – 67,17%
Asseiceira (PSD) – 53,29%
Beselga (PS) – 53,95%
Carregueiros (CDU) – 66,95%
Casais (PSD) – 63,07%
Junceira (PSD) – 40,22%
Madalena (PS) – 67,40%
Olalhas (PSD) – 32,82%
Paialvo (CDU) – 54,98%
Tomar – Sta. Maria dos Olivais (PSD) – 67,18%
Tomar – S. João Baptista (PSD) – 62,79%
S. Pedro (PSD) – 60,71%
Sabacheira (PS) – 63,88%
Serra (PSD) – 31,14%
Além da Ribeira (PS) – 63,23%
Alviobeira (PS) – 67,17%
Asseiceira (PSD) – 53,29%
Beselga (PS) – 53,95%
Carregueiros (CDU) – 66,95%
Casais (PSD) – 63,07%
Junceira (PSD) – 40,22%
Madalena (PS) – 67,40%
Olalhas (PSD) – 32,82%
Paialvo (CDU) – 54,98%
Tomar – Sta. Maria dos Olivais (PSD) – 67,18%
Tomar – S. João Baptista (PSD) – 62,79%
S. Pedro (PSD) – 60,71%
Sabacheira (PS) – 63,88%
Serra (PSD) – 31,14%
Além da Ribeira (PS) – 63,23%
terça-feira, fevereiro 13, 2007
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Os motivos do meu SIM
Perto que estamos de mais um momento de consulta popular, é ainda necessário e importante, esclarecer porque se defendem determinadas posições para uma compreensão real dos motivos, afastando todos os equívocos. Neste referendo muitos defendem o sim, muitos outros defendem o não por razões da sua consciência, moral ou ética, sendo que o mais importante é que as pessoas tenham a verdadeira noção do que está em causa, para assim, poderem tomar a sua posição.
A interrupção voluntária da gravidez, vulgo aborto, é um tema polémico pois envolve muitos preconceitos, no entanto, é necessário termos a noção de que o aborto existe, embora seja ilegal. Acontece que, o aborto clandestino origina todos os dias a entrada de mulheres em urgências hospitalares ou pior que isso, origina muitas vezes a morte das próprias mulheres, que depois de uma tomarem uma decisão física e emocionalmente dura ainda tem de se sujeitar a clínicas clandestinas, onde a intervenção não é feita da forma mais correcta e onde os cuidados são poucos ou nenhuns, simplesmente porque não tem dinheiro para se deslocar ao país vizinho para terem o mínimo de condições. Outro aspecto importante é a criminalização deste acto, que tem levado muitas mulheres a serem alvos de processos judiciais, passando uma autêntica humilhação e chegando até a serem alvo de discriminação por parte de outros. Uma coisa, todos sabemos, o aborto ou “desmancho” não é uma prática recente e merece mais e melhor atenção.
No entanto, surge uma questão essencial: será que alguém tem o direito de julgar o próximo pelo simples facto de ter tomado uma decisão com a qual não concorda? Pois eu acho que não! Neste referendo estão em causa valores bem mais importantes do que acusar alguém porque tomou uma decisão que muitos não tomariam. E já agora, já alguém se tentou pôr na pele de uma mulher que tem tal decisão a tomar? Acham que é fácil? Tomar esta decisão implica muita reflexão e deixa nas mulheres marcas psicológicas muito profundas.
Nesta consulta popular, o que está em causa é a descriminalização de uma decisão de consciência, bem como a dignidade das mulheres que optam por fazer a interrupção voluntária, garantindo efectivas condições para a sua realização, para que esta dura decisão seja acompanhada de bons cuidados de saúde e de um efectivo planeamento familiar bem como, de dignidade, tanto física como psicológica.
É importante perceber que não se pretende uma liberalização do aborto e muito menos uma visão deste como um método contraceptivo, pretende-se antes que este seja legal, para que possa ser realizado por equipas especializadas que cuidem da saúde destas mulheres, acabando com as horrorosas consequências do aborto clandestino, como a impossibilidade de voltar a ter filhos ou a até mesmo a morte delas.
Acredito que se a interrupção voluntária for legal o número de abortos não vai aumentar em massa só porque é legal, bem como na redução dos abortos clandestinos.
Eu defendo o sim, porque quero que as mulheres possam ter mais saúde, mais dignidade e mais justiça, defendo o sim porque não acho justo que alguém que o faça, ainda que na clandestinidade, seja apontada e difamada na praça pública só por ter decidido fazê-lo. Digo sim, porque não posso compactuar que muitas mulheres continuem a morrer, fiquem física e psicologicamente afectadas por não terem tido um acompanhamento adequado e mais ainda porque acho que é descabido que uma mulher seja julgada e condenada por tal decisão. Defendo o sim, estou convicta de que este é o caminho para resolver este problema, que por muito controverso não podemos atirar para debaixo do tapete, não podemos continuar a fingir que não existe.
É porque defendo a saúde e dignidade, que no próximo dia 11 vou votar sim!
Susana Faria
Artigo Publicado - Jornal Cidade Tomar
A interrupção voluntária da gravidez, vulgo aborto, é um tema polémico pois envolve muitos preconceitos, no entanto, é necessário termos a noção de que o aborto existe, embora seja ilegal. Acontece que, o aborto clandestino origina todos os dias a entrada de mulheres em urgências hospitalares ou pior que isso, origina muitas vezes a morte das próprias mulheres, que depois de uma tomarem uma decisão física e emocionalmente dura ainda tem de se sujeitar a clínicas clandestinas, onde a intervenção não é feita da forma mais correcta e onde os cuidados são poucos ou nenhuns, simplesmente porque não tem dinheiro para se deslocar ao país vizinho para terem o mínimo de condições. Outro aspecto importante é a criminalização deste acto, que tem levado muitas mulheres a serem alvos de processos judiciais, passando uma autêntica humilhação e chegando até a serem alvo de discriminação por parte de outros. Uma coisa, todos sabemos, o aborto ou “desmancho” não é uma prática recente e merece mais e melhor atenção.
No entanto, surge uma questão essencial: será que alguém tem o direito de julgar o próximo pelo simples facto de ter tomado uma decisão com a qual não concorda? Pois eu acho que não! Neste referendo estão em causa valores bem mais importantes do que acusar alguém porque tomou uma decisão que muitos não tomariam. E já agora, já alguém se tentou pôr na pele de uma mulher que tem tal decisão a tomar? Acham que é fácil? Tomar esta decisão implica muita reflexão e deixa nas mulheres marcas psicológicas muito profundas.
Nesta consulta popular, o que está em causa é a descriminalização de uma decisão de consciência, bem como a dignidade das mulheres que optam por fazer a interrupção voluntária, garantindo efectivas condições para a sua realização, para que esta dura decisão seja acompanhada de bons cuidados de saúde e de um efectivo planeamento familiar bem como, de dignidade, tanto física como psicológica.
É importante perceber que não se pretende uma liberalização do aborto e muito menos uma visão deste como um método contraceptivo, pretende-se antes que este seja legal, para que possa ser realizado por equipas especializadas que cuidem da saúde destas mulheres, acabando com as horrorosas consequências do aborto clandestino, como a impossibilidade de voltar a ter filhos ou a até mesmo a morte delas.
Acredito que se a interrupção voluntária for legal o número de abortos não vai aumentar em massa só porque é legal, bem como na redução dos abortos clandestinos.
Eu defendo o sim, porque quero que as mulheres possam ter mais saúde, mais dignidade e mais justiça, defendo o sim porque não acho justo que alguém que o faça, ainda que na clandestinidade, seja apontada e difamada na praça pública só por ter decidido fazê-lo. Digo sim, porque não posso compactuar que muitas mulheres continuem a morrer, fiquem física e psicologicamente afectadas por não terem tido um acompanhamento adequado e mais ainda porque acho que é descabido que uma mulher seja julgada e condenada por tal decisão. Defendo o sim, estou convicta de que este é o caminho para resolver este problema, que por muito controverso não podemos atirar para debaixo do tapete, não podemos continuar a fingir que não existe.
É porque defendo a saúde e dignidade, que no próximo dia 11 vou votar sim!
Susana Faria
Artigo Publicado - Jornal Cidade Tomar
segunda-feira, janeiro 22, 2007
2007 - O Marasmo Concelhio
A análise política muitas vezes tende a considera um orçamento como um documento meramente técnico e muitas vezes de difícil decifração, contundo mais que a componente contabilística, o que nos deve interessar quando olhamos para o Orçamento do Município de Tomar é a as apostas políticas e a falta delas. O Orçamento representa os objectivos para um ano e é dessa forma que tem de ser visto.
Nos seus planos para 2007 o executivo PSD em Tomar continua a pautar a sua intervenção pela megalomania de alguns projectos desnecessários e a contínua falta de apoio ao desenvolvimento económico, ao emprego e uma política estruturada de apoio à habitação a custos controlados. Começo por falar do último ponto, na última sessão da Assembleia Municipal em resposta a uma intervenção minha sobre o preço elevado das habitações em Tomar a bancada do PSD referiu que isso era bom, porque permitia aos vendedores, vender as casas mais caras do que em Torres Novas, Entroncamento ou Barquinha. É esta a visão social do PSD, em Tomar? Se for, não é a que os tomarenses precisam. Ou já nos esquecemos que as gerações mais jovens têm abandonado continuamente o nosso concelho pelo preço das casas?
Em relação ao desenvolvimento económico e criação de emprego, mais que olhar para os números que orçamento nos dá para uma ou outra rubrica, a necessidade está em arranjar uma estratégia corajosa de apoio ao empreendedorismo e criação de emprego. Tomar, tem de sair rapidamente do marasmo e aproveitar as suas enormes potencialidades socioeconómicas para arriscar e ter a coragem de apoiar as empresas que se queiram estabelecer e as que já cá estão numa clara estratégia com vista ao objectivo de crescimento económico e prosperidade. É este o desejo dos tomarenses para 2007, desenvolvimento económico do concelho e prosperidade, princípios já bem enunciados pelo Partido Socialista no passado recente.
O ano que agora começou será inevitavelmente marcado pela Festa dos Tabuleiros, expoente máximo das tradições do nosso concelho. Mas será que tudo está a ser preparado devidamente pelo executivo? A verba prevista em dotação orçamental é completamente exígua e de uma necessária revisão. Para quê então orçamentar por um valor tão baixo? É uma dúvida que me fica na análise do documento.
Contundo Tomar é uma cidade cada dia mais triste, em cada segundo os seus moradores demonstram mais tristeza pelo estado das coisas. Uma cidade onde abundam os buracos, as megalomanias que correram mal e que estão ao abandono (Fonte Cibernética, obra emblemática do PSD), zonas históricas desprezadas e de lazer destruídas. Será que foi esta a cidade que os nossos avós desejaram deixar para os seus netos? A essa pergunta a resposta é um claro não. Olhe-se como a antiga cidade jardim tem preservado a sua mata, através de silvas e de falta de limpeza. Será que a câmara se pode desculpabilizar disso como tem acontecido? Se fosse noutro concelho e com outra maioria, tudo não estaria já resolvido? Lembro a este propósito e no seguimento deste contexto as posições recentemente assumidas pela Juventude Socialista na defesa da mata e da zona envolvente ao nosso Convento de Cristo, uma das maravilhas do nosso país. Contundo, onde ficaram essas propostas? Em saco roto?
O PSD de Tomar continua no seu "árduo" trabalho de cumprir a folha em branco que apresentou como programa aos tomarenses. Ou não é verdade que o PSD não apresentou programa para a câmara nas últimas autárquicas? Parece que em relação a isso e pelo que foi dito em Assembleia Municipal, o programa do PSD seria o somatório das juntas. E nas juntas onde o PSD, não ganhou? Sinceramente é uma explicação estranha, até porque o PSD não se candidatou às 16 freguesias do concelho. Será que não existia projectos para Carregueiros? Ou aí seria o programa da CDU?
Em 2007 os tomarenses clamam por dignidade para a sua cidade, mas igualmente para as suas zonas rurais. Que aldeias possuem verdadeiros espaços de convívio, encontro e lazer? Que aldeias, tem no seu centro uma praça que sirva de seu ponto de encontro? Em relação à parte rural o PS Tomar (ao contrário de outras forças da oposição) tem estado na intransigente defesa do concelho como um todo, concelho que vai muito além do eixo Alameda - Praça da República. Dessa forma, estivemos na quase totalidade das freguesias, aquando da discussão do Orçamento Participativo. Que outras forças, o fizeram? A defesa das pessoas e os princípios do humanismo marcam a forma de estar do PS na política nacional, mas igualmente na local.
O ano que se inicia pelas razões acima enunciadas é um ano de oportunidades, mas que ao mesmo tempo nos pode conduzir ao marasmo total, se como tudo indica a política do executivo PSD continuar a ser gerida da mesma forma megalómana, como se Tomar vivesse no paraíso. Que em 2007, Tomar consiga respirar e sorrir, libertando do seu interior a infinita tristeza que carrega.
Hugo Costa
Artigo Jornal O Templario 11-1-2007
Nos seus planos para 2007 o executivo PSD em Tomar continua a pautar a sua intervenção pela megalomania de alguns projectos desnecessários e a contínua falta de apoio ao desenvolvimento económico, ao emprego e uma política estruturada de apoio à habitação a custos controlados. Começo por falar do último ponto, na última sessão da Assembleia Municipal em resposta a uma intervenção minha sobre o preço elevado das habitações em Tomar a bancada do PSD referiu que isso era bom, porque permitia aos vendedores, vender as casas mais caras do que em Torres Novas, Entroncamento ou Barquinha. É esta a visão social do PSD, em Tomar? Se for, não é a que os tomarenses precisam. Ou já nos esquecemos que as gerações mais jovens têm abandonado continuamente o nosso concelho pelo preço das casas?
Em relação ao desenvolvimento económico e criação de emprego, mais que olhar para os números que orçamento nos dá para uma ou outra rubrica, a necessidade está em arranjar uma estratégia corajosa de apoio ao empreendedorismo e criação de emprego. Tomar, tem de sair rapidamente do marasmo e aproveitar as suas enormes potencialidades socioeconómicas para arriscar e ter a coragem de apoiar as empresas que se queiram estabelecer e as que já cá estão numa clara estratégia com vista ao objectivo de crescimento económico e prosperidade. É este o desejo dos tomarenses para 2007, desenvolvimento económico do concelho e prosperidade, princípios já bem enunciados pelo Partido Socialista no passado recente.
O ano que agora começou será inevitavelmente marcado pela Festa dos Tabuleiros, expoente máximo das tradições do nosso concelho. Mas será que tudo está a ser preparado devidamente pelo executivo? A verba prevista em dotação orçamental é completamente exígua e de uma necessária revisão. Para quê então orçamentar por um valor tão baixo? É uma dúvida que me fica na análise do documento.
Contundo Tomar é uma cidade cada dia mais triste, em cada segundo os seus moradores demonstram mais tristeza pelo estado das coisas. Uma cidade onde abundam os buracos, as megalomanias que correram mal e que estão ao abandono (Fonte Cibernética, obra emblemática do PSD), zonas históricas desprezadas e de lazer destruídas. Será que foi esta a cidade que os nossos avós desejaram deixar para os seus netos? A essa pergunta a resposta é um claro não. Olhe-se como a antiga cidade jardim tem preservado a sua mata, através de silvas e de falta de limpeza. Será que a câmara se pode desculpabilizar disso como tem acontecido? Se fosse noutro concelho e com outra maioria, tudo não estaria já resolvido? Lembro a este propósito e no seguimento deste contexto as posições recentemente assumidas pela Juventude Socialista na defesa da mata e da zona envolvente ao nosso Convento de Cristo, uma das maravilhas do nosso país. Contundo, onde ficaram essas propostas? Em saco roto?
O PSD de Tomar continua no seu "árduo" trabalho de cumprir a folha em branco que apresentou como programa aos tomarenses. Ou não é verdade que o PSD não apresentou programa para a câmara nas últimas autárquicas? Parece que em relação a isso e pelo que foi dito em Assembleia Municipal, o programa do PSD seria o somatório das juntas. E nas juntas onde o PSD, não ganhou? Sinceramente é uma explicação estranha, até porque o PSD não se candidatou às 16 freguesias do concelho. Será que não existia projectos para Carregueiros? Ou aí seria o programa da CDU?
Em 2007 os tomarenses clamam por dignidade para a sua cidade, mas igualmente para as suas zonas rurais. Que aldeias possuem verdadeiros espaços de convívio, encontro e lazer? Que aldeias, tem no seu centro uma praça que sirva de seu ponto de encontro? Em relação à parte rural o PS Tomar (ao contrário de outras forças da oposição) tem estado na intransigente defesa do concelho como um todo, concelho que vai muito além do eixo Alameda - Praça da República. Dessa forma, estivemos na quase totalidade das freguesias, aquando da discussão do Orçamento Participativo. Que outras forças, o fizeram? A defesa das pessoas e os princípios do humanismo marcam a forma de estar do PS na política nacional, mas igualmente na local.
O ano que se inicia pelas razões acima enunciadas é um ano de oportunidades, mas que ao mesmo tempo nos pode conduzir ao marasmo total, se como tudo indica a política do executivo PSD continuar a ser gerida da mesma forma megalómana, como se Tomar vivesse no paraíso. Que em 2007, Tomar consiga respirar e sorrir, libertando do seu interior a infinita tristeza que carrega.
Hugo Costa
Artigo Jornal O Templario 11-1-2007
terça-feira, janeiro 16, 2007
Jovens Pelo SIM

O Movimento «Jovens Pelo SIM» entregou na 6ª-Feira, dia 12 de Janeiro, pelas 11h, na sede da Comissão Nacional de Eleições, o dossier relativo à sua legalização como grupo de cidadãos independentes, sendo assim admitida a sua participação no referendo de dia 11 de Fevereiro.Desse dossier constaram 14.171 assinaturas, recolhidas em todo os pontos do país, em acções concertadas pelo próprio Movimento. A delegação, encabeçada por Pedro Nuno Santos e Natasha Nunes, foi recebida pelo presidente da CNE, o Juiz Conselheiro João Carlos de Barros Caldeira sob atenção da diversa imprensa presente.A delegação era composta por alguns dos mandatários do Movimento, entre eles: Alexandre Ferreira, André Luz, Joana Seixas, José Guilherme Gusmão, Pedro Vaz, José Reis Santos, Rosa Félix, Sara Gonçalves e Sara Rocha.
sexta-feira, janeiro 12, 2007
quarta-feira, janeiro 10, 2007
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Tomar no Expresso
"A revista "Única" do semanário Expresso publica na edição de hoje o top das 50 melhores cidades portuguesas para viver, onde Tomar ocupa a 12.ª posição.
Além de Tomar outras três cidades do distrito surgem na tabela: Santarém, Torres Novas e Abrantes.
São 20 os critérios de avaliação, desde as acessibilidades ao desempenho económico passando pelo estacionamento e animação.
No ranking, Santarém surge em 30.º, Torres Novas em 32.º e Abrantes em 38.º"
fonte: www.otemplario.pt
Além de Tomar outras três cidades do distrito surgem na tabela: Santarém, Torres Novas e Abrantes.
São 20 os critérios de avaliação, desde as acessibilidades ao desempenho económico passando pelo estacionamento e animação.
No ranking, Santarém surge em 30.º, Torres Novas em 32.º e Abrantes em 38.º"
fonte: www.otemplario.pt
quarta-feira, janeiro 03, 2007
IVG - 2007
Ano novo, vida velha. O Euro tem mais um país com a entrada da Eslovénia e a União Europeia mais dois, com as entradas da Bulgária e Roménia. Contundo até 11 de Fevereiro a JS, joga aquele a que o nosso secretário-geral já chamou a batalha da vida da JS, a vitória do SIM no referendo da Interrupção Voluntária da Gravidez.
Vamos todos lutar na rua…
Hugo Costa
Vamos todos lutar na rua…
Hugo Costa
terça-feira, janeiro 02, 2007
Distrito
Para se ter ideia do distrito em que estamos inseridos para a campanha da IVG, nada melhor que ver os resultados do sim no distrito, concelho a concelho no referendo de 1998:
Alpiarça – 86,6%
Benavente – 78,2%
Coruche – 77,2%
Cartaxo – 73,4%
Salvaterra de Magos -72%
Entroncamento – 71,8%
Chamusca – 69,8%
Almeirim – 66,9%
Golegã – 65,8%
Barquinha – 65,6%
Constância – 64,7%
Santarém – 64,3%
Abrantes – 61,9%
Alcanena – 56,2%
Torres Novas – 54,1%
Tomar – 48,5%
Rio Maior – 44,5%
Sardoal – 34%
Mação -37,8%
Ferreira do Zêzere – 25,4%
Ourém – 22,2%
Alpiarça – 86,6%
Benavente – 78,2%
Coruche – 77,2%
Cartaxo – 73,4%
Salvaterra de Magos -72%
Entroncamento – 71,8%
Chamusca – 69,8%
Almeirim – 66,9%
Golegã – 65,8%
Barquinha – 65,6%
Constância – 64,7%
Santarém – 64,3%
Abrantes – 61,9%
Alcanena – 56,2%
Torres Novas – 54,1%
Tomar – 48,5%
Rio Maior – 44,5%
Sardoal – 34%
Mação -37,8%
Ferreira do Zêzere – 25,4%
Ourém – 22,2%
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Para pensar
"A cultura consumista vive do efémero, faz do passado um mero pretexto de diversão e evasão. Produz demasiado lixo, que não recicla. Vive da precariedade e na velocidade. Foge demasiadas vezes sem destino. Estampa-se insolvente numa qualquer estrada sem que a morte seja mais do que uma ocorrência ou calamidade sem especial significado. A voragem do consumo não tem pensamento estratégico. Esgota-se em si própria, descrente em qualquer salvação. Num mundo de pouca esperança, goza-se o presente que os amanhãs já não cantam."
António José Teixeira
Editorial DN 28-12-2006
António José Teixeira
Editorial DN 28-12-2006
AM
Na última Assembleia Municipal em reposta aos deputados municipais da bancada socialista, Hugo Costa (JS) e Jorge Franco um deputado municipal do PSD considerou que era bom as casas em Tomar serem as mais caras do distrito. É esta a visão social do PSD Tomar.
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