quarta-feira, junho 27, 2007
quarta-feira, junho 20, 2007
Jornadas Parlamentares
Nos passados dias 18 e 19 de Junho realizaram-se em Tomar as Jornadas Parlamentares do Partido Socialista demonstrando como Tomar, está no centro das atenções e dos objectivos do Partido Socialista. Aos socialistas de Tomar receber este evento com José Sócrates só pode ser descrito com sinónimos de responsabilidade e esperança na mudança política no concelho de Tomar.
Eleicções no PS Tomar
O Presidente da Federação António Rodrigues, convocou nos termos estatutários as Eleições para a Comissão Política Concelhia de Tomar, para um mandato de dois anos, para o próximo Sábado, dia 23 de Junho.
As eleições realizam-se entre as 16H00 e as 20H00, na Sede da Concelhia, na Rua Voluntários da República, podendo ser apresentadas Listas até às 17H00 do dia 19 de Junho, compostas por um mínimo de 33 efectivos e 12 suplentes.
Os membros das Listas candidatas deverão ter no momento da apresentação as quotas do 2ºSemestre de 2006 regularizadas e as mesmas deverão ser compostas por um mínimo de 33% de ambos os géneros.
São assim chamados, os mais de 370 militantes do PS de Tomar, a escolher a sua próxima Direcção Política, que sucederá às Presididas por António Alexandre (1988-96), José Mendes (96-02), Fernando Santos (02-04), Luis Ferreira (04-05) e Hugo Cristóvão (05-07).
Antes mesmo da Eleição dos 33 efectivos, são já inerentes com direito a voto 3 repressentantes da Juventude Socialista, o Vereador Carlos Silva e o Deputado Municipal Luis Ferreira.
As eleições realizam-se entre as 16H00 e as 20H00, na Sede da Concelhia, na Rua Voluntários da República, podendo ser apresentadas Listas até às 17H00 do dia 19 de Junho, compostas por um mínimo de 33 efectivos e 12 suplentes.
Os membros das Listas candidatas deverão ter no momento da apresentação as quotas do 2ºSemestre de 2006 regularizadas e as mesmas deverão ser compostas por um mínimo de 33% de ambos os géneros.
São assim chamados, os mais de 370 militantes do PS de Tomar, a escolher a sua próxima Direcção Política, que sucederá às Presididas por António Alexandre (1988-96), José Mendes (96-02), Fernando Santos (02-04), Luis Ferreira (04-05) e Hugo Cristóvão (05-07).
Antes mesmo da Eleição dos 33 efectivos, são já inerentes com direito a voto 3 repressentantes da Juventude Socialista, o Vereador Carlos Silva e o Deputado Municipal Luis Ferreira.
segunda-feira, junho 11, 2007
Distrital
No passado domingo seguindo um preceito estatutário a concelhia de Tomar elegeu os seguintes delegados para o congresso distrital:
Sandra Silva
Hugo Lucas
Nuno Galaio
Susana Faria
De referir que os camaradas Hugo Costa e Hugo Cristóvão enquanto membros dos órgãos nacionais tem inerência no respectivo congresso.
Sandra Silva
Hugo Lucas
Nuno Galaio
Susana Faria
De referir que os camaradas Hugo Costa e Hugo Cristóvão enquanto membros dos órgãos nacionais tem inerência no respectivo congresso.
terça-feira, maio 01, 2007
1º Maio
1 de Maio
O dia do trabalhador é comemorado um pouco por todo o mundo a 1 de Maio, tendo como raízes históricas a Revolta de Haymarket na cidade americana de Chicago em 1886.
Desde o século dezanove a data tornou-se o centro de lutas sindicais e das forças de esquerda a nível mundial, mesmo que muitas vezes aproveitado demagogicamente por regimes ditatoriais que na prática estavam longe da sua doutrina.
Em Portugal a data foi marcada por uma forte repressão durante o período do Estado Novo e por uma data histórica a 1º de Maio de 1974, uma das maiores manifestações de massas da História de Portugal. Depois dessa data as divisões no meio sindical entre UGT e CGTP vieram ao de cima, com feridas ainda hoje por sarar e que fizeram diminuir a importância continuada da data e das suas comemorações, esquecidas por muitos em mais um feriado.
Contudo, muitos anos depois de Chicago e já alguns depois do 25 de Abril de 1974 ainda existem batalhas por travar, mesmo compreendendo que o mundo mudou e todas as lógicas nas relações laborais. Dessa forma, muitas lutas temos para travar enquanto jovens socialistas que somos, não esquecendo que cada vez mais os problemas estão interligados a nível europeu e mesmo mundial.
Em Portugal e um pouco por toda a Europa os jovens têm um conjunto de problemas laborais, nomeadamente na procura do 1º emprego e na precariedade continuada no trabalho, não comparável historicamente com qualquer outro período. Esses sentimentos fazem que com em Portugal, assim como na Europa um conjunto de jovens se ache fora do sistema e esquecidos por ele, sendo que a crise do CPE em França de 2006 deve ser um aviso para as diversas forças políticas europeias, nomeadamente para o socialismo democrático e trabalhismo europeu que não se podem esquecer das bandeiras de sempre e da defesa de um modelo social efectivo a nível europeu.
Ao nível das políticas governamentais, a aposta no combate ao abandono e insucesso escolar, na formação e qualificação profissional e em instrumentos que visam facilitar a contratação de jovens (ex. estágios profissionais, Inovjovem ou Inovcontacto)é a aposta correcta de um governo que tem na promoção do emprego uma das suas maiores prioridades.
Mas, não basta criar empregos é preciso sustentá-los em modelos não precários. Infelizmente, formas precárias de vínculos laborais, de que os recibos verdes constituem um dos principais paradigmas, são cada vez mais frequentes. É por isso que a precariedade do emprego jovem é uma das principais preocupações da Juventude Socialista. É com esperança no futuro e com uma grande determinação na defesa dos jovens trabalhadores portugueses mas com a consciência de que muito ainda está por fazer que comemoramos o 1º de Maio.
Pelouro Emancipação Jovem
Secretariado Nacional da JS
Desde o século dezanove a data tornou-se o centro de lutas sindicais e das forças de esquerda a nível mundial, mesmo que muitas vezes aproveitado demagogicamente por regimes ditatoriais que na prática estavam longe da sua doutrina.
Em Portugal a data foi marcada por uma forte repressão durante o período do Estado Novo e por uma data histórica a 1º de Maio de 1974, uma das maiores manifestações de massas da História de Portugal. Depois dessa data as divisões no meio sindical entre UGT e CGTP vieram ao de cima, com feridas ainda hoje por sarar e que fizeram diminuir a importância continuada da data e das suas comemorações, esquecidas por muitos em mais um feriado.
Contudo, muitos anos depois de Chicago e já alguns depois do 25 de Abril de 1974 ainda existem batalhas por travar, mesmo compreendendo que o mundo mudou e todas as lógicas nas relações laborais. Dessa forma, muitas lutas temos para travar enquanto jovens socialistas que somos, não esquecendo que cada vez mais os problemas estão interligados a nível europeu e mesmo mundial.
Em Portugal e um pouco por toda a Europa os jovens têm um conjunto de problemas laborais, nomeadamente na procura do 1º emprego e na precariedade continuada no trabalho, não comparável historicamente com qualquer outro período. Esses sentimentos fazem que com em Portugal, assim como na Europa um conjunto de jovens se ache fora do sistema e esquecidos por ele, sendo que a crise do CPE em França de 2006 deve ser um aviso para as diversas forças políticas europeias, nomeadamente para o socialismo democrático e trabalhismo europeu que não se podem esquecer das bandeiras de sempre e da defesa de um modelo social efectivo a nível europeu.
Ao nível das políticas governamentais, a aposta no combate ao abandono e insucesso escolar, na formação e qualificação profissional e em instrumentos que visam facilitar a contratação de jovens (ex. estágios profissionais, Inovjovem ou Inovcontacto)é a aposta correcta de um governo que tem na promoção do emprego uma das suas maiores prioridades.
Mas, não basta criar empregos é preciso sustentá-los em modelos não precários. Infelizmente, formas precárias de vínculos laborais, de que os recibos verdes constituem um dos principais paradigmas, são cada vez mais frequentes. É por isso que a precariedade do emprego jovem é uma das principais preocupações da Juventude Socialista. É com esperança no futuro e com uma grande determinação na defesa dos jovens trabalhadores portugueses mas com a consciência de que muito ainda está por fazer que comemoramos o 1º de Maio.
Pelouro Emancipação Jovem
Secretariado Nacional da JS
segunda-feira, abril 30, 2007
Eleições
No passado dia 28 de Abril 2007, foram eleitos os novos órgãos da Juventude Socialista de Tomar, apresentando-se uma lista a sufrágio, encabeçada por Hugo Costa.
Órgãos eleitos:
Secretário – Coordenador
Hugo Costa
Secretariado
Susana Faria
Sandra Silva
Hugo Lucas
Ana Sofia Tomaz
Paula Peixoto
Bruno Garcia
Alexandre Oliveira
Francisco Freitas
Suplentes
João Carvalheiro
Patrícia Cristóvão
Alexandre Antunes
Ana Filipa Ramos
Marina Policarpo
João Morais
Mesa da Assembleia-geral
Presidente – Marco Oliveira
Secretário – Rodolfo Marques
Secretário – Vasco Pereira
Principais Objectivos do mandato:
- Aproximar os Jovens da Política.
- Tomadas de Posição Públicas.
- Oposição Activa e Irreverente ao PSD Tomar.
- Formação política dos militantes.
- Actividades Lúdicas.
- Apoio ao PS Tomar na Construção de uma alternativa autárquica.
- Incutir os valores do humanismo e do socialismo-democrático.
Órgãos eleitos:
Secretário – Coordenador
Hugo Costa
Secretariado
Susana Faria
Sandra Silva
Hugo Lucas
Ana Sofia Tomaz
Paula Peixoto
Bruno Garcia
Alexandre Oliveira
Francisco Freitas
Suplentes
João Carvalheiro
Patrícia Cristóvão
Alexandre Antunes
Ana Filipa Ramos
Marina Policarpo
João Morais
Mesa da Assembleia-geral
Presidente – Marco Oliveira
Secretário – Rodolfo Marques
Secretário – Vasco Pereira
Principais Objectivos do mandato:
- Aproximar os Jovens da Política.
- Tomadas de Posição Públicas.
- Oposição Activa e Irreverente ao PSD Tomar.
- Formação política dos militantes.
- Actividades Lúdicas.
- Apoio ao PS Tomar na Construção de uma alternativa autárquica.
- Incutir os valores do humanismo e do socialismo-democrático.
quinta-feira, abril 12, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
quinta-feira, abril 05, 2007
quinta-feira, março 29, 2007
convocatória
Convocam-se todos militantes para uma reunião da JS Tomar a realizar no próximo domingo, dia 1 de Abril, pelas 15 horas na sede do partido.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Notas da CPN da JS
A Comissão Política Nacional debateu a demissão do Presidente do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira e a sua intenção de provocar eleições regionais antecipadas. Dispondo de uma maioria absoluta e de uma legitimidade eleitoral clara, o acto do presidente do Governo Regional demissionário, movido por calculismo partidário e por uma intenção clara de fomentar um clima de tensão e de desafio às instituições da República, é prejudicial aos interesses da Região Autónoma, gerando uma instabilidade política artificial e procurando fabricar justificações para a sua incapacidade de ultrapassar os desafios da gestão do arquipélago.
A gravidade do inaceitável ataque verbal e populista às instituições do Estado, chegando ao ponto de qualificar como ditatorial o exercício legítimo dos poderes conferidos pela Constituição aos órgãos de soberania democraticamente eleitos, é ainda reforçada pela forma como a liderança nacional do PSD, em particular o Dr. Marques Mendes, se solidarizou e sufragou a opção tomada pelo presidente do PSD-Madeira. Independentemente da importância interna que um dirigente partidário possa assumir, a impossibilidade do actual presidente do PSD em afirmar a sua liderança não pode conduzir a que o PSD se solidarize com a atitude sem precedentes e com a falta de respeito institucional demonstrada pelo Dr. Alberto João Jardim.
Perante a inevitabilidade de novo acto eleitoral, a Juventude Socialista manifesta todo o seu apoio e empenho à Juventude Socialista e ao Partido Socialista da Madeira no período que se avizinha e reafirma a sua convicção de que o acto eleitoral pode representar a oportunidade para assegurar uma mudança política profunda que dê aos Madeirenses uma gestão séria, responsável e empenhada no desenvolvimento real e sustentado da Região Autónoma da Madeira.
A Comissão Política Nacional da JS manifesta ainda a sua preocupação pela crescente degradação da credibilidade e capacidade de actuação do governo do município de Lisboa. A estagnação da governo da capital decorrente da actual crise política é prejudicial à melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos e cidadãs de Lisboa, à implementação de políticas públicas adequadas ao desenvolvimento da cidade e à necessária reforma do município que permita ultrapassar a grave situação financeira na qual se tem encontrado. Não é, pois, possível continuar a ignorar o problema, nem pode o PSD nacional e local fingir que a crise institucional em Lisboa não existe. Se uma crise fabricada e provocada conduz a eleições na Madeira, a mesma solução impõe-se perante uma crise verdadeira na capital.
A Juventude Socialista constata, pois, a falta de capacidade do Dr. Marques Mendes em obter um liderança credível e que coloque os interesses dos cidadãos e cidadãs portuguesas acima dos interesses do seu próprio partido.
Finalmente, a Comissão Política Nacional debruçou-se ainda sobre a revisão em curso do programa de Incentivo ao Arrendamento Jovem (IAJ), tendo realçado a sua importância no processo de emancipação dos jovens. A Juventude Socialista continuará a acompanhar aquele processo de revisão e a contribuir com os seu contributos para garantir que o novo regime continue a assegurar o apoio no acesso pelos jovens à primeira habitação.
A gravidade do inaceitável ataque verbal e populista às instituições do Estado, chegando ao ponto de qualificar como ditatorial o exercício legítimo dos poderes conferidos pela Constituição aos órgãos de soberania democraticamente eleitos, é ainda reforçada pela forma como a liderança nacional do PSD, em particular o Dr. Marques Mendes, se solidarizou e sufragou a opção tomada pelo presidente do PSD-Madeira. Independentemente da importância interna que um dirigente partidário possa assumir, a impossibilidade do actual presidente do PSD em afirmar a sua liderança não pode conduzir a que o PSD se solidarize com a atitude sem precedentes e com a falta de respeito institucional demonstrada pelo Dr. Alberto João Jardim.
Perante a inevitabilidade de novo acto eleitoral, a Juventude Socialista manifesta todo o seu apoio e empenho à Juventude Socialista e ao Partido Socialista da Madeira no período que se avizinha e reafirma a sua convicção de que o acto eleitoral pode representar a oportunidade para assegurar uma mudança política profunda que dê aos Madeirenses uma gestão séria, responsável e empenhada no desenvolvimento real e sustentado da Região Autónoma da Madeira.
A Comissão Política Nacional da JS manifesta ainda a sua preocupação pela crescente degradação da credibilidade e capacidade de actuação do governo do município de Lisboa. A estagnação da governo da capital decorrente da actual crise política é prejudicial à melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos e cidadãs de Lisboa, à implementação de políticas públicas adequadas ao desenvolvimento da cidade e à necessária reforma do município que permita ultrapassar a grave situação financeira na qual se tem encontrado. Não é, pois, possível continuar a ignorar o problema, nem pode o PSD nacional e local fingir que a crise institucional em Lisboa não existe. Se uma crise fabricada e provocada conduz a eleições na Madeira, a mesma solução impõe-se perante uma crise verdadeira na capital.
A Juventude Socialista constata, pois, a falta de capacidade do Dr. Marques Mendes em obter um liderança credível e que coloque os interesses dos cidadãos e cidadãs portuguesas acima dos interesses do seu próprio partido.
Finalmente, a Comissão Política Nacional debruçou-se ainda sobre a revisão em curso do programa de Incentivo ao Arrendamento Jovem (IAJ), tendo realçado a sua importância no processo de emancipação dos jovens. A Juventude Socialista continuará a acompanhar aquele processo de revisão e a contribuir com os seu contributos para garantir que o novo regime continue a assegurar o apoio no acesso pelos jovens à primeira habitação.
Mercado e Shopping
Na sociedade portuguesa e tomarense em particular existe um claro conflito entre o pensamento e os interesses das diversas gerações. É natural, fazendo tal facto parte de toda a evolução histórica das sociedades ao longo dos tempos, sendo por isso necessárias políticas de complementaridade entre os vários interesses, afinal de contas somos todos cidadãos com o mesmo conjunto de direitos e deveres.
Muito tem já sido discutido sobre o novo Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado, muitas são as críticas ao projecto camarário e poucos os elogios ouvidos. É esse conjunto de opiniões expressas que os agentes políticos locais são obrigados a analisar, ouvindo os interesses de toda a população e não apenas da parte que se julga "iluminada" e dona da razão dos interesses concelhios.
No contexto do século 21 é importante Tomar ter um bom mercado. Um mercado forte e aglutinador da população de todo o concelho e porque não, como no passado de toda uma região. Todos compreendemos (exceptuando o executivo PSD), sem grandes abordagens sociológicas a importância crucial que o mercado simboliza para um conjunto muito alargado da população do concelho. Será que podemos construir um verdadeiro desenvolvimento social e económico sem compreender as necessidades de uma parte significativa da população? Pessoalmente, não me parece o caminho ideal.
Desta forma compete ao executivo PSD dotar o mercado das condições de dignidade necessárias, olhando para ele como um local simbólico de venda e convívio social. A "destruição lenta" que se apodera diariamente do Mercado Municipal exige renovação e não destruição, já que a política de "terra queimada" provou em casos como o parque de campismo não ser a solução. Destruir sem alternativas credíveis não é o caminho. Contundo, sei que para o executivo PSD a maioria dos frequentadores do mercado não interessam no seu projecto de construir a "Terra dos Sonhos" onde só alguns têm lugar nas suas concepções de megalomania, sendo os restantes meros agentes de dar votos, nem que seja em grandes passeios ferroviários.
Em conjunto com o mercado outra questão se coloca, o Centro Comercial de Tomar. Assunto que não deve ser confundido e não tem sido nas diversas propostas do Partido Socialista que ao contrário de outras forças compreende os interesses dos diversos grupos da população do concelho de Tomar, acreditando que a sociedade não parou na década de 1980. Acredito pessoalmente e por saber onde os muitos tomarenses param ao fim-de-semana que um "shopping" possa ser importante e vir de encontro às necessidades e anseios de uma parte da população. Contudo, o local não deve ser o centro da cidade e muito menos destruindo o mercado e desprotegendo ainda mais os comerciantes, em vez de no centro histórico se propiciar um autêntico "Centro Comercial de Ar Livre", ajudando e dinamizando o comércio já existente. Desta forma a solução de Marmelais para a construção de um "shopping" ganha todo o sentido, seguindo o modelo de outras cidades, não hipotecando o mercado e os comerciantes da zona histórica.
Pelo já dito, acredito na complementaridade dos diversos agentes económicos, contudo não posso de forma nenhuma aceitar que para construir algo que pode ser megalómano e correr mal se destrua o mercado com toda a importância social, económica e turística que lhe é reconhecida. Não aceito desenvolvimento esquecendo parte da população, mas sei que a modernidade e uma sociedade cada vez mais cosmopolita obriga a mudanças de paradigma, mas nunca destruindo o passado, acelerando rumo ao futuro com ele e toda a população.
Hugo Costa - Artigo Publicado no Jornal Templario
Muito tem já sido discutido sobre o novo Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado, muitas são as críticas ao projecto camarário e poucos os elogios ouvidos. É esse conjunto de opiniões expressas que os agentes políticos locais são obrigados a analisar, ouvindo os interesses de toda a população e não apenas da parte que se julga "iluminada" e dona da razão dos interesses concelhios.
No contexto do século 21 é importante Tomar ter um bom mercado. Um mercado forte e aglutinador da população de todo o concelho e porque não, como no passado de toda uma região. Todos compreendemos (exceptuando o executivo PSD), sem grandes abordagens sociológicas a importância crucial que o mercado simboliza para um conjunto muito alargado da população do concelho. Será que podemos construir um verdadeiro desenvolvimento social e económico sem compreender as necessidades de uma parte significativa da população? Pessoalmente, não me parece o caminho ideal.
Desta forma compete ao executivo PSD dotar o mercado das condições de dignidade necessárias, olhando para ele como um local simbólico de venda e convívio social. A "destruição lenta" que se apodera diariamente do Mercado Municipal exige renovação e não destruição, já que a política de "terra queimada" provou em casos como o parque de campismo não ser a solução. Destruir sem alternativas credíveis não é o caminho. Contundo, sei que para o executivo PSD a maioria dos frequentadores do mercado não interessam no seu projecto de construir a "Terra dos Sonhos" onde só alguns têm lugar nas suas concepções de megalomania, sendo os restantes meros agentes de dar votos, nem que seja em grandes passeios ferroviários.
Em conjunto com o mercado outra questão se coloca, o Centro Comercial de Tomar. Assunto que não deve ser confundido e não tem sido nas diversas propostas do Partido Socialista que ao contrário de outras forças compreende os interesses dos diversos grupos da população do concelho de Tomar, acreditando que a sociedade não parou na década de 1980. Acredito pessoalmente e por saber onde os muitos tomarenses param ao fim-de-semana que um "shopping" possa ser importante e vir de encontro às necessidades e anseios de uma parte da população. Contudo, o local não deve ser o centro da cidade e muito menos destruindo o mercado e desprotegendo ainda mais os comerciantes, em vez de no centro histórico se propiciar um autêntico "Centro Comercial de Ar Livre", ajudando e dinamizando o comércio já existente. Desta forma a solução de Marmelais para a construção de um "shopping" ganha todo o sentido, seguindo o modelo de outras cidades, não hipotecando o mercado e os comerciantes da zona histórica.
Pelo já dito, acredito na complementaridade dos diversos agentes económicos, contudo não posso de forma nenhuma aceitar que para construir algo que pode ser megalómano e correr mal se destrua o mercado com toda a importância social, económica e turística que lhe é reconhecida. Não aceito desenvolvimento esquecendo parte da população, mas sei que a modernidade e uma sociedade cada vez mais cosmopolita obriga a mudanças de paradigma, mas nunca destruindo o passado, acelerando rumo ao futuro com ele e toda a população.
Hugo Costa - Artigo Publicado no Jornal Templario
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Madeira...
A questão da Madeira é um claro problema de regime em Portugal. Portugal democrático tem no seu seio…práticas e manifestações longe dos seus princípios. Os últimos desenvolvimentos na Madeira comprovam esse paradigma. Só resta desejar ao PS-Madeira e ao seu líder Jacinto Serrão as maiores sortes neste combate duro, mas pela democracia que se advinha.
Hugo Costa
Hugo Costa
Referendo Local
No decurso do debate público promovido pelo PS no passado sábado sobre o Plano de Pormenor do Mercado/Flecheiro, o Presidente Hugo Cristóvão anunciou que o partido irá propor em sede própria, a realização de um Referendo Local sobre a polémica questão da destruição do Mercado Municipal para construção de um Centro Comercial, propondo o PS em alternativa a manutenção e renovação do Mercado, apontado a construção do Centro Comercial para a zona de Marmelais.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Sim - Freguesias
Os resultados de domingo do sim, desagregados por freguesia são os seguintes:
Alviobeira (PS) – 67,17%
Asseiceira (PSD) – 53,29%
Beselga (PS) – 53,95%
Carregueiros (CDU) – 66,95%
Casais (PSD) – 63,07%
Junceira (PSD) – 40,22%
Madalena (PS) – 67,40%
Olalhas (PSD) – 32,82%
Paialvo (CDU) – 54,98%
Tomar – Sta. Maria dos Olivais (PSD) – 67,18%
Tomar – S. João Baptista (PSD) – 62,79%
S. Pedro (PSD) – 60,71%
Sabacheira (PS) – 63,88%
Serra (PSD) – 31,14%
Além da Ribeira (PS) – 63,23%
Alviobeira (PS) – 67,17%
Asseiceira (PSD) – 53,29%
Beselga (PS) – 53,95%
Carregueiros (CDU) – 66,95%
Casais (PSD) – 63,07%
Junceira (PSD) – 40,22%
Madalena (PS) – 67,40%
Olalhas (PSD) – 32,82%
Paialvo (CDU) – 54,98%
Tomar – Sta. Maria dos Olivais (PSD) – 67,18%
Tomar – S. João Baptista (PSD) – 62,79%
S. Pedro (PSD) – 60,71%
Sabacheira (PS) – 63,88%
Serra (PSD) – 31,14%
Além da Ribeira (PS) – 63,23%
terça-feira, fevereiro 13, 2007
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Os motivos do meu SIM
Perto que estamos de mais um momento de consulta popular, é ainda necessário e importante, esclarecer porque se defendem determinadas posições para uma compreensão real dos motivos, afastando todos os equívocos. Neste referendo muitos defendem o sim, muitos outros defendem o não por razões da sua consciência, moral ou ética, sendo que o mais importante é que as pessoas tenham a verdadeira noção do que está em causa, para assim, poderem tomar a sua posição.
A interrupção voluntária da gravidez, vulgo aborto, é um tema polémico pois envolve muitos preconceitos, no entanto, é necessário termos a noção de que o aborto existe, embora seja ilegal. Acontece que, o aborto clandestino origina todos os dias a entrada de mulheres em urgências hospitalares ou pior que isso, origina muitas vezes a morte das próprias mulheres, que depois de uma tomarem uma decisão física e emocionalmente dura ainda tem de se sujeitar a clínicas clandestinas, onde a intervenção não é feita da forma mais correcta e onde os cuidados são poucos ou nenhuns, simplesmente porque não tem dinheiro para se deslocar ao país vizinho para terem o mínimo de condições. Outro aspecto importante é a criminalização deste acto, que tem levado muitas mulheres a serem alvos de processos judiciais, passando uma autêntica humilhação e chegando até a serem alvo de discriminação por parte de outros. Uma coisa, todos sabemos, o aborto ou “desmancho” não é uma prática recente e merece mais e melhor atenção.
No entanto, surge uma questão essencial: será que alguém tem o direito de julgar o próximo pelo simples facto de ter tomado uma decisão com a qual não concorda? Pois eu acho que não! Neste referendo estão em causa valores bem mais importantes do que acusar alguém porque tomou uma decisão que muitos não tomariam. E já agora, já alguém se tentou pôr na pele de uma mulher que tem tal decisão a tomar? Acham que é fácil? Tomar esta decisão implica muita reflexão e deixa nas mulheres marcas psicológicas muito profundas.
Nesta consulta popular, o que está em causa é a descriminalização de uma decisão de consciência, bem como a dignidade das mulheres que optam por fazer a interrupção voluntária, garantindo efectivas condições para a sua realização, para que esta dura decisão seja acompanhada de bons cuidados de saúde e de um efectivo planeamento familiar bem como, de dignidade, tanto física como psicológica.
É importante perceber que não se pretende uma liberalização do aborto e muito menos uma visão deste como um método contraceptivo, pretende-se antes que este seja legal, para que possa ser realizado por equipas especializadas que cuidem da saúde destas mulheres, acabando com as horrorosas consequências do aborto clandestino, como a impossibilidade de voltar a ter filhos ou a até mesmo a morte delas.
Acredito que se a interrupção voluntária for legal o número de abortos não vai aumentar em massa só porque é legal, bem como na redução dos abortos clandestinos.
Eu defendo o sim, porque quero que as mulheres possam ter mais saúde, mais dignidade e mais justiça, defendo o sim porque não acho justo que alguém que o faça, ainda que na clandestinidade, seja apontada e difamada na praça pública só por ter decidido fazê-lo. Digo sim, porque não posso compactuar que muitas mulheres continuem a morrer, fiquem física e psicologicamente afectadas por não terem tido um acompanhamento adequado e mais ainda porque acho que é descabido que uma mulher seja julgada e condenada por tal decisão. Defendo o sim, estou convicta de que este é o caminho para resolver este problema, que por muito controverso não podemos atirar para debaixo do tapete, não podemos continuar a fingir que não existe.
É porque defendo a saúde e dignidade, que no próximo dia 11 vou votar sim!
Susana Faria
Artigo Publicado - Jornal Cidade Tomar
A interrupção voluntária da gravidez, vulgo aborto, é um tema polémico pois envolve muitos preconceitos, no entanto, é necessário termos a noção de que o aborto existe, embora seja ilegal. Acontece que, o aborto clandestino origina todos os dias a entrada de mulheres em urgências hospitalares ou pior que isso, origina muitas vezes a morte das próprias mulheres, que depois de uma tomarem uma decisão física e emocionalmente dura ainda tem de se sujeitar a clínicas clandestinas, onde a intervenção não é feita da forma mais correcta e onde os cuidados são poucos ou nenhuns, simplesmente porque não tem dinheiro para se deslocar ao país vizinho para terem o mínimo de condições. Outro aspecto importante é a criminalização deste acto, que tem levado muitas mulheres a serem alvos de processos judiciais, passando uma autêntica humilhação e chegando até a serem alvo de discriminação por parte de outros. Uma coisa, todos sabemos, o aborto ou “desmancho” não é uma prática recente e merece mais e melhor atenção.
No entanto, surge uma questão essencial: será que alguém tem o direito de julgar o próximo pelo simples facto de ter tomado uma decisão com a qual não concorda? Pois eu acho que não! Neste referendo estão em causa valores bem mais importantes do que acusar alguém porque tomou uma decisão que muitos não tomariam. E já agora, já alguém se tentou pôr na pele de uma mulher que tem tal decisão a tomar? Acham que é fácil? Tomar esta decisão implica muita reflexão e deixa nas mulheres marcas psicológicas muito profundas.
Nesta consulta popular, o que está em causa é a descriminalização de uma decisão de consciência, bem como a dignidade das mulheres que optam por fazer a interrupção voluntária, garantindo efectivas condições para a sua realização, para que esta dura decisão seja acompanhada de bons cuidados de saúde e de um efectivo planeamento familiar bem como, de dignidade, tanto física como psicológica.
É importante perceber que não se pretende uma liberalização do aborto e muito menos uma visão deste como um método contraceptivo, pretende-se antes que este seja legal, para que possa ser realizado por equipas especializadas que cuidem da saúde destas mulheres, acabando com as horrorosas consequências do aborto clandestino, como a impossibilidade de voltar a ter filhos ou a até mesmo a morte delas.
Acredito que se a interrupção voluntária for legal o número de abortos não vai aumentar em massa só porque é legal, bem como na redução dos abortos clandestinos.
Eu defendo o sim, porque quero que as mulheres possam ter mais saúde, mais dignidade e mais justiça, defendo o sim porque não acho justo que alguém que o faça, ainda que na clandestinidade, seja apontada e difamada na praça pública só por ter decidido fazê-lo. Digo sim, porque não posso compactuar que muitas mulheres continuem a morrer, fiquem física e psicologicamente afectadas por não terem tido um acompanhamento adequado e mais ainda porque acho que é descabido que uma mulher seja julgada e condenada por tal decisão. Defendo o sim, estou convicta de que este é o caminho para resolver este problema, que por muito controverso não podemos atirar para debaixo do tapete, não podemos continuar a fingir que não existe.
É porque defendo a saúde e dignidade, que no próximo dia 11 vou votar sim!
Susana Faria
Artigo Publicado - Jornal Cidade Tomar
segunda-feira, janeiro 22, 2007
2007 - O Marasmo Concelhio
A análise política muitas vezes tende a considera um orçamento como um documento meramente técnico e muitas vezes de difícil decifração, contundo mais que a componente contabilística, o que nos deve interessar quando olhamos para o Orçamento do Município de Tomar é a as apostas políticas e a falta delas. O Orçamento representa os objectivos para um ano e é dessa forma que tem de ser visto.
Nos seus planos para 2007 o executivo PSD em Tomar continua a pautar a sua intervenção pela megalomania de alguns projectos desnecessários e a contínua falta de apoio ao desenvolvimento económico, ao emprego e uma política estruturada de apoio à habitação a custos controlados. Começo por falar do último ponto, na última sessão da Assembleia Municipal em resposta a uma intervenção minha sobre o preço elevado das habitações em Tomar a bancada do PSD referiu que isso era bom, porque permitia aos vendedores, vender as casas mais caras do que em Torres Novas, Entroncamento ou Barquinha. É esta a visão social do PSD, em Tomar? Se for, não é a que os tomarenses precisam. Ou já nos esquecemos que as gerações mais jovens têm abandonado continuamente o nosso concelho pelo preço das casas?
Em relação ao desenvolvimento económico e criação de emprego, mais que olhar para os números que orçamento nos dá para uma ou outra rubrica, a necessidade está em arranjar uma estratégia corajosa de apoio ao empreendedorismo e criação de emprego. Tomar, tem de sair rapidamente do marasmo e aproveitar as suas enormes potencialidades socioeconómicas para arriscar e ter a coragem de apoiar as empresas que se queiram estabelecer e as que já cá estão numa clara estratégia com vista ao objectivo de crescimento económico e prosperidade. É este o desejo dos tomarenses para 2007, desenvolvimento económico do concelho e prosperidade, princípios já bem enunciados pelo Partido Socialista no passado recente.
O ano que agora começou será inevitavelmente marcado pela Festa dos Tabuleiros, expoente máximo das tradições do nosso concelho. Mas será que tudo está a ser preparado devidamente pelo executivo? A verba prevista em dotação orçamental é completamente exígua e de uma necessária revisão. Para quê então orçamentar por um valor tão baixo? É uma dúvida que me fica na análise do documento.
Contundo Tomar é uma cidade cada dia mais triste, em cada segundo os seus moradores demonstram mais tristeza pelo estado das coisas. Uma cidade onde abundam os buracos, as megalomanias que correram mal e que estão ao abandono (Fonte Cibernética, obra emblemática do PSD), zonas históricas desprezadas e de lazer destruídas. Será que foi esta a cidade que os nossos avós desejaram deixar para os seus netos? A essa pergunta a resposta é um claro não. Olhe-se como a antiga cidade jardim tem preservado a sua mata, através de silvas e de falta de limpeza. Será que a câmara se pode desculpabilizar disso como tem acontecido? Se fosse noutro concelho e com outra maioria, tudo não estaria já resolvido? Lembro a este propósito e no seguimento deste contexto as posições recentemente assumidas pela Juventude Socialista na defesa da mata e da zona envolvente ao nosso Convento de Cristo, uma das maravilhas do nosso país. Contundo, onde ficaram essas propostas? Em saco roto?
O PSD de Tomar continua no seu "árduo" trabalho de cumprir a folha em branco que apresentou como programa aos tomarenses. Ou não é verdade que o PSD não apresentou programa para a câmara nas últimas autárquicas? Parece que em relação a isso e pelo que foi dito em Assembleia Municipal, o programa do PSD seria o somatório das juntas. E nas juntas onde o PSD, não ganhou? Sinceramente é uma explicação estranha, até porque o PSD não se candidatou às 16 freguesias do concelho. Será que não existia projectos para Carregueiros? Ou aí seria o programa da CDU?
Em 2007 os tomarenses clamam por dignidade para a sua cidade, mas igualmente para as suas zonas rurais. Que aldeias possuem verdadeiros espaços de convívio, encontro e lazer? Que aldeias, tem no seu centro uma praça que sirva de seu ponto de encontro? Em relação à parte rural o PS Tomar (ao contrário de outras forças da oposição) tem estado na intransigente defesa do concelho como um todo, concelho que vai muito além do eixo Alameda - Praça da República. Dessa forma, estivemos na quase totalidade das freguesias, aquando da discussão do Orçamento Participativo. Que outras forças, o fizeram? A defesa das pessoas e os princípios do humanismo marcam a forma de estar do PS na política nacional, mas igualmente na local.
O ano que se inicia pelas razões acima enunciadas é um ano de oportunidades, mas que ao mesmo tempo nos pode conduzir ao marasmo total, se como tudo indica a política do executivo PSD continuar a ser gerida da mesma forma megalómana, como se Tomar vivesse no paraíso. Que em 2007, Tomar consiga respirar e sorrir, libertando do seu interior a infinita tristeza que carrega.
Hugo Costa
Artigo Jornal O Templario 11-1-2007
Nos seus planos para 2007 o executivo PSD em Tomar continua a pautar a sua intervenção pela megalomania de alguns projectos desnecessários e a contínua falta de apoio ao desenvolvimento económico, ao emprego e uma política estruturada de apoio à habitação a custos controlados. Começo por falar do último ponto, na última sessão da Assembleia Municipal em resposta a uma intervenção minha sobre o preço elevado das habitações em Tomar a bancada do PSD referiu que isso era bom, porque permitia aos vendedores, vender as casas mais caras do que em Torres Novas, Entroncamento ou Barquinha. É esta a visão social do PSD, em Tomar? Se for, não é a que os tomarenses precisam. Ou já nos esquecemos que as gerações mais jovens têm abandonado continuamente o nosso concelho pelo preço das casas?
Em relação ao desenvolvimento económico e criação de emprego, mais que olhar para os números que orçamento nos dá para uma ou outra rubrica, a necessidade está em arranjar uma estratégia corajosa de apoio ao empreendedorismo e criação de emprego. Tomar, tem de sair rapidamente do marasmo e aproveitar as suas enormes potencialidades socioeconómicas para arriscar e ter a coragem de apoiar as empresas que se queiram estabelecer e as que já cá estão numa clara estratégia com vista ao objectivo de crescimento económico e prosperidade. É este o desejo dos tomarenses para 2007, desenvolvimento económico do concelho e prosperidade, princípios já bem enunciados pelo Partido Socialista no passado recente.
O ano que agora começou será inevitavelmente marcado pela Festa dos Tabuleiros, expoente máximo das tradições do nosso concelho. Mas será que tudo está a ser preparado devidamente pelo executivo? A verba prevista em dotação orçamental é completamente exígua e de uma necessária revisão. Para quê então orçamentar por um valor tão baixo? É uma dúvida que me fica na análise do documento.
Contundo Tomar é uma cidade cada dia mais triste, em cada segundo os seus moradores demonstram mais tristeza pelo estado das coisas. Uma cidade onde abundam os buracos, as megalomanias que correram mal e que estão ao abandono (Fonte Cibernética, obra emblemática do PSD), zonas históricas desprezadas e de lazer destruídas. Será que foi esta a cidade que os nossos avós desejaram deixar para os seus netos? A essa pergunta a resposta é um claro não. Olhe-se como a antiga cidade jardim tem preservado a sua mata, através de silvas e de falta de limpeza. Será que a câmara se pode desculpabilizar disso como tem acontecido? Se fosse noutro concelho e com outra maioria, tudo não estaria já resolvido? Lembro a este propósito e no seguimento deste contexto as posições recentemente assumidas pela Juventude Socialista na defesa da mata e da zona envolvente ao nosso Convento de Cristo, uma das maravilhas do nosso país. Contundo, onde ficaram essas propostas? Em saco roto?
O PSD de Tomar continua no seu "árduo" trabalho de cumprir a folha em branco que apresentou como programa aos tomarenses. Ou não é verdade que o PSD não apresentou programa para a câmara nas últimas autárquicas? Parece que em relação a isso e pelo que foi dito em Assembleia Municipal, o programa do PSD seria o somatório das juntas. E nas juntas onde o PSD, não ganhou? Sinceramente é uma explicação estranha, até porque o PSD não se candidatou às 16 freguesias do concelho. Será que não existia projectos para Carregueiros? Ou aí seria o programa da CDU?
Em 2007 os tomarenses clamam por dignidade para a sua cidade, mas igualmente para as suas zonas rurais. Que aldeias possuem verdadeiros espaços de convívio, encontro e lazer? Que aldeias, tem no seu centro uma praça que sirva de seu ponto de encontro? Em relação à parte rural o PS Tomar (ao contrário de outras forças da oposição) tem estado na intransigente defesa do concelho como um todo, concelho que vai muito além do eixo Alameda - Praça da República. Dessa forma, estivemos na quase totalidade das freguesias, aquando da discussão do Orçamento Participativo. Que outras forças, o fizeram? A defesa das pessoas e os princípios do humanismo marcam a forma de estar do PS na política nacional, mas igualmente na local.
O ano que se inicia pelas razões acima enunciadas é um ano de oportunidades, mas que ao mesmo tempo nos pode conduzir ao marasmo total, se como tudo indica a política do executivo PSD continuar a ser gerida da mesma forma megalómana, como se Tomar vivesse no paraíso. Que em 2007, Tomar consiga respirar e sorrir, libertando do seu interior a infinita tristeza que carrega.
Hugo Costa
Artigo Jornal O Templario 11-1-2007
terça-feira, janeiro 16, 2007
Jovens Pelo SIM

O Movimento «Jovens Pelo SIM» entregou na 6ª-Feira, dia 12 de Janeiro, pelas 11h, na sede da Comissão Nacional de Eleições, o dossier relativo à sua legalização como grupo de cidadãos independentes, sendo assim admitida a sua participação no referendo de dia 11 de Fevereiro.Desse dossier constaram 14.171 assinaturas, recolhidas em todo os pontos do país, em acções concertadas pelo próprio Movimento. A delegação, encabeçada por Pedro Nuno Santos e Natasha Nunes, foi recebida pelo presidente da CNE, o Juiz Conselheiro João Carlos de Barros Caldeira sob atenção da diversa imprensa presente.A delegação era composta por alguns dos mandatários do Movimento, entre eles: Alexandre Ferreira, André Luz, Joana Seixas, José Guilherme Gusmão, Pedro Vaz, José Reis Santos, Rosa Félix, Sara Gonçalves e Sara Rocha.
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